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Dados da pandemia

Coronavírus no ES: número de internados em UTI é o maior desde julho

Nessa segunda-feira (26), 550 pacientes estavam em estado grave; taxa de ocupação dos leitos potenciais do Estado já está próxima do nível crítico

Publicado em 26 de Janeiro de 2021 às 18:48

Larissa Avilez

Publicado em 

26 jan 2021 às 18:48
Proteção total e muita limpeza na luta contra  o coronavírus dentro das UTIs
Dentro das UTIs é preciso proteção total e muita limpeza na luta contra o novo coronavírus Crédito: Carlos Alberto Silva
Desde o mês de pico da pandemia, o Espírito Santo não tinha tantas pessoas internadas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI): são 550 pacientes lutando, já em estado grave, para sobreviver à Covid-19, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), referentes a essa segunda-feira (25).
O número é o maior desde o último dia 16 de julho, quando 551 indivíduos estavam enfrentando a mesma batalha no Estado – e só fica atrás de outras 15 datas, em todo o histórico das ocupações de leitos, que passaram a ser divulgadas diariamente a partir de meados de abril do ano passado.

600 internados em UTI

no dia 5 de julho, foi o número mais alto atingido durante toda a pandemia no ES
É importante ressaltar que, naquela época, os hospitais da rede pública tinham 704 leitos intensivos para atender pacientes infectados pelo novo coronavírus. Ou seja, 29 a mais do que ofertado atualmente. A capacidade de expansão do Estado, considerando os leitos potenciais, é de 715 vagas.
Coronavírus no ES - número de internados em UTI é o maior desde julho
Com base nelas, portanto, a taxa de ocupação das UTIs era de 76,9% nessa segunda-feira (25)próximo do nível considerado crítico pelo Governo do Estado (81%). O índice é levado em conta para a elaboração do mapa de risco, que classifica os municípios em risco baixo, moderado, alto ou extremo.

ANÁLISE DOS ESPECIALISTAS

Para os dois médicos infectologistas ouvidos por A Gazeta, o número mais alto de pessoas internadas nas UTIs é consequência, basicamente, de dois fatores: o relaxamento do distanciamento social verificado em dezembro e o acolhimento dos pacientes transferidos de Manaus (AM), na semana passada.
"Acredito que as férias e as festas no final do ano foram fatores determinantes. Todas as formas de interação social têm algum nível de controle, com exceção da recreativa. Além disso, com o consumo de bebidas álcoolicas, as pessoas se tornam ainda menos vigilantes em relação aos cuidados", explica Crispim Cerutti Júnior.
"É um indicador do grande acometimento das pessoas na pandemia. Elas se expuseram em larga escala. Isso aumentou a transmissão, a morbidade e levou mais pessoas a ocuparem leitos hospitalares"
Crispim Cerutti Júnior - Médico infectologista
Com pensamento semelhante, o médico infectologista Carlos Urbano defende que o Governo do Estado deve acompanhar o número de internados nos próximos dias, para decidir se será necessário tomar alguma medida. "Ainda está relativamente tranquilo, mas tem que ficar de olho", afirma.

O QUE DIZ A SESA

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde esclareceu que a crescente está relacionada à ampliação da testagem e à maior exposição da população ao coronavírus. "As estratégias são adotadas de acordo com o comportamento da curva da doença que é observada diariamente e que medidas restritivas são definidas pelo mapa de risco e anunciadas pelo governador", explicou.
A Sesa também informou que vem trabalhando na expansão dos leitos semanalmente. "Nesta terça-feira (26), o Espírito Santo conta com 1.342 leitos específicos para pacientes da Covid-19 (considerando enfermaria e UTI) e a previsão é que nas próximas semanas esse quantitativo ultrapasse 1.500 leitos", adiantou.

Atualização

26/01/2020 - 8:30
Depois da publicação desta matéria, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) retornou aos questionamentos feitos pela reportagem. O texto foi atualizado.

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