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Corte de árvores na Ilha do Frade chama atenção de moradores em Vitória

Prefeitura disse que laudo de equipe técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente constatou que se trata de árvores mortas e em declínio vegetativo

Publicado em 12 de Novembro de 2024 às 13:41

Felipe Sena

Publicado em 

12 nov 2024 às 13:41
Uma cena chamou a atenção de moradores da Ilha do Frade, em Vitória, na manhã desta terça-feira (12), e revoltou uma moradora da região. A mulher gravou um vídeo mostrando uma equipe da Prefeitura de Vitória contando árvores no bairro(veja acima), e as imagens mostram ela revoltada com a situação.
O corte visto nesta terça-feira acontece semanas depois da administração municipal ter autorizado o corte da última castanheira da Praia das Castanheiras, no mesmo bairro. Na ocasião, procurada por A Gazeta, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) disse que o corte foi feito a pedido dos próprios moradores e estava inserido em um projeto de recuperação da restinga. 
Desta vez, segundo a Semmam, foi executado um serviço de rotina de retirada de árvores mortas e em declínio vegetativo, após laudo elaborado por uma equipe técnica. Ainda conforme a secretaria, serão realizadas ações de novo plantio e paisagismo no local.

A última castanheira da Praia das Castanheiras

No final do mês passado, uma cena semelhante chamou a atenção. A última das árvores que dão nome à Praia das Castanheiras, também na Ilha do Frade foi cortada. Na ocasião, a Prefeitura de Vitória disse que o corte não foi realizado pela administração municipal, porém, recebeu autorização do município após reivindicações dos próprios moradores. 
A Semmam informou, na época, que o corte estava inserido no projeto de recuperação da restinga da Ilha do Frade, e era necessário porque as castanheiras não são nativas da região e, por isso, podiam atrapalhar a flora e fauna local. Segundo a secretaria, as árvores não nativas da área “detém grande capacidade de se multiplicar e dominar o espaço, pois se desenvolvem bem em ambientes desequilibrados e têm vantagens competitivas sobre as espécies nativas. Além disso, essas espécies não exercem funções como fornecer frutos para a fauna local, e estrutura de raízes que garanta a estabilidade das dunas", argumentou. 

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