O Espírito Santo não está imune a consequências graves decorrentes do agravamento da pandemia que já é realidade para boa parte do território brasileiro. Este é o recado dado pelo governador Renato Casagrande, no pronunciamento transmitido ao vivo pela internet, no início da noite desta sexta-feira (26).
Covid-19 - ES não está isento de situação grave. Não podemos relaxar
Durante a fala, ele afirmou que mais de 20 Estados estão enfrentando dificuldades para garantir acesso aos leitos hospitalares para todos os pacientes com Covid-19 e alertou que a atual disponibilidade de vagas em território capixaba pode ser afetada devido ao contágio mais intenso em um futuro próximo.
"A pandemia está crescendo no Brasil, e o ES não está isento de ter uma situação mais grave. Já vimos que, quando a transmissão chega com força, o número de leitos ocupados aumenta muito rapidamente. Por isso, não podemos relaxar"
Ao revelar a preocupação, o governador também disse que o Espírito Santo vive um cenário de estabilidade nas mortes pelo novo coronavírus, com uma singela melhora em relação a dezembro e janeiro. No entanto, ressaltou que o patamar ainda é elevado: com uma média de 20 vidas perdidas por dia.
"Fevereiro tem se comportado com um número de óbitos menor, com uma alteração para baixo muito pequena. É uma estabilidade que não permite que a gente possa ser flexível ou não ter os cuidados necessários. É uma situação que exige cuidado de todos nós, do Governo e de cada um", defendeu Casagrande.
1.582 mortes
pela Covid-19 foram registradas no Brasil nessa quinta-feira (25)
Ainda durante o pronunciamento, o governador lembrou a recente e triste marca que o Brasil atingiu. "Ontem foi registrado o maior número de óbitos em um único dia. Esse número assusta e tem que assustar mesmo. As pessoas têm que se sensibilizar sobre o número de pessoas que perdem a vida", defendeu.
Atualmente, o Espírito Santo já contabilizou mais de 6.380 óbitos, sendo 26 só nesta sexta-feira (26). Vale lembrar também que, nesta semana, o Estado voltou a ter mais de 500 internados em UTIs. "Ainda estamos recebendo poucas vacinas e precisamos seguir com trabalho intenso", concluiu Casagrande.