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Pesquisas

Covid-19: o que se sabe sobre a eficácia das vacinas contra a variante indiana

Identificada como B.1.617, a variante do Sars-CoV-2 descoberta em outubro do ano passado já foi identificada em mais de 50 países, inclusive no Brasil

Publicado em 29 de Maio de 2021 às 07:24

Isaac Ribeiro

Publicado em 

29 mai 2021 às 07:24
Vacina da Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca será produzida na Fiocruz
Vacina da Oxford, criada em parceria com o laboratório Astrazeneca, é produzida na Fiocruz Crédito: @oficialfiocruz Verificado/Instagram
A frequente exposição ao novo coronavírus e a lentidão nas campanhas de vacinação contra a Covid-19 são dois importantes fatores que devem ser considerados quando há notícia do surgimento de alguma variante do Sars-CoV-2. Com a B.1.167 não seria diferente.
 A variante descoberta na Índia em outubro do ano passado dominou as cadeias de transmissão em seu país de origem e ultrapassou a fronteira de mais de 50 países, incluindo o Brasil. A linhagem apresenta três versões, com pequenas variações entre elas: a B.1.617.1, a B.1.617.2 e a B.1.617.3.
Desde o dia 18 de janeiro, segundo o Painel de Vacinação, ferramenta do governo do Estado, 944.990 capixabas receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Desse total, 401.512 já foram imunizados com a segunda injeção. As aplicações acontecem com doses da Coronavac, Astrazeneca e Pfizer.
Mas, diante deste cenário de imunização e o surgimento de novas variantes do vírus, qual a eficácia desses imunobiológicos usados contra a Covid-19?
A pesquisadora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e pós-doutora em Epidemiologia, Ethel Maciel, destacou que um estudo feito no Reino Unido, divulgado em maio, apontou que as vacinas da Pfizer e da Astrazeneca/Oxford apresentaram bons resultados em relação a uma das variantes indianas do coronavírus, a B.1.617.2, após as duas doses.
A B.1.617.2 foi classificada como preocupante pela Organização Mundial de Saúde (OMS) porque tem uma mutação que pode ser capaz de escapar das barreiras criadas pelo sistema imunológico humano.
O estudo feito pela agência de saúde pública da Inglaterra mostrou que a vacina da Pfizer apresentou ser 88% efetiva contra casos sintomáticos da variante indiana duas semanas após a segunda dose, em comparação com 93% de efetividade contra a variante britânica, a B.1.1.7. 
Já a Astrazeneca teve 60% de efetividade contra a variante indiana, em comparação com 66% contra a variante britânica.
“Ainda não temos dados sobre a Coronavac, que foi a vacina mais usada para imunizar os capixabas. Uma grande preocupação [no Estado], seria o escape da vacina, mais ainda, o tanto de gente que não foi vacinada. Essas pessoas vão estar mais suscetíveis, pessoas que já adoeceram podem adoecer novamente. Essa é a parte ruim”, lamenta a pesquisadora.

CASOS SUSPEITOS NO ES

Na última sexta-feira (28), um hotel em Vitória foi fechado e todos os hospedes estão isolados dentro do estabelecimento, após uma pessoa que veio da Índia apresentar sintomas da Covid-19 e testar positivo para a doença. Outros dois viajantes do país asiático também já foram testados. Atualmente, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) investiga se o caso é da variante indiana. 
"Nós estamos fazendo a gestão de alguns viajantes que vieram da Índia e com suspeita de testarem com Covid-19. Um já está confirmado. O que estamos verificando agora é se é pela variante indiana ou não. Estamos investigando e contatando quem essas pessoas tiveram contato para fazer todo o isolamento e evitar qualquer contágio", afirmou o governador Renato Casagrande.
Já no último domingo (23), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) notificou a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) de um caso suspeito da variante indiana da Covid-19. O alerta trata da circulação em território capixaba de um passageiro oriundo da Índia que viajou em um mesmo voo, em avião da Qatar Airways, com uma pessoa positiva para Sars-Cov-2, na nova variante.
O passageiro foi localizado na casa dele, sintomático, e foi orientado a praticar isolamento. A equipe de Vigilância em Saúde Municipal realizou a coleta de RT-PCR nesse passageiro e o resultado foi não-detectável – ele já havia feito outros dois testes RT-PCR, um antes de embarcar para o Brasil e um depois de desembarcar.
A Sesa informou que monitora o trabalho das vigilâncias municipais e acompanha as análises dos exames e laudos laboratoriais para rastreio de variante por meio de vigilância genômica, feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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