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Covid-19: por que os jovens estão mais vulneráveis nesta fase da pandemia?

Em entrevista recente, secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, afirmou que "jovens vão morrer em proporção não vista na pandemia”

Publicado em 25 de Março de 2021 às 02:00

Isaac Ribeiro

Publicado em 

25 mar 2021 às 02:00
Aglomeração foi registrada nas ruas de Guriri
Aglomeração foi registrada nas ruas de Guriri durante o carnaval Crédito: Reprodução
Maior exposição ao vírus ao participar de aglomerações, a falta do uso de máscara e o não cumprimento ao distanciamento físico. Esses são alguns dos fatores que podem estar contribuindo para que os jovens sejam os mais infectados pelo novo coronavírus na terceira fase de expansão da Covid-19 no Espírito Santo.
Recente análise da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apontou que o número de internações e óbitos entre os jovens tem aumentado. E o risco é ainda maior, segundo o secretário Nésio Fernandes, com a circulação no Espírito Santo de novas variantes do coronavírus. “Os jovens vão morrer em uma proporção não vista em outro momento na pandemia”, desabafou.
"[As novas variantes] afetam os jovens em proporção maior e farão com que muitos evoluam a óbito. Por isto a juventude precisa compreender que usar máscaras não é um capricho. Usar máscaras é um sinal de amor-próprio. E usar adequadamente: não é máscara 'de queixo' e 'de pescoço'. De preferência, usar máscaras com alto poder filtrante. Usem máscaras, não façam festas, reuniões de amigos. Não é o momento", enfatizou.
Uma das variantes do SARS-Cov-2 citadas pelos especialistas em Saúde é a B1.1.7, original do Reino Unido. A espécie é 90% mais infecciosa, 62% mais letal que as outras variantes já conhecidas e mais transmissível entre os jovens. 
De acordo com o Painel Covid-19, nesta quarta-feira (24) o Espírito Santo registrou 366.120 casos confirmados do novo coronavírus. Desse total, 7.110 pessoas morreram em decorrência da doença. No Estado, a taxa de letalidade é de 1,9%.
A chefe da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Larissa Dell’Antonio, explicou que, no entendimento da Sesa, os jovens representam o público na faixa etária de 20 a 39 anos, pessoas em atividade laboral (trabalham). Em comparação com o total de infectados (366.120), 42,7% compreendem essa faixa, o que corresponde a 156.467 pessoas contaminadas.
"Os jovens frequentaram festas e, infelizmente, isso nos fragilizou demais no final de ano. Quando a gente viu outubro tranquilizando, as pessoas relaxaram. Tem jovem que já teve Covid-19 e acha que está imune. Não está! Há casos de reinfecção. Está faltando respeito quanto ao uso de máscara e distanciamento"
Larissa Dell’Antonio - Chefe da Vigilância Epidemiológica da Sesa
Antes da chegada da terceira onda da Covid-19, a maioria dos infectados, internados e pacientes que evoluía a óbito era pessoas com mais de 60 anos.
De acordo com Larissa, no cenário que envolve os jovens, as mulheres são as mais infectadas e o homens são os que mais morrem por complicações da doença. A maioria dos casos tem sido registrada na Região Metropolitana de Saúde, que envolve 23 municípios capixabas.
Segundo ela, as mulheres buscam os serviços de saúde com mais urgência, tanto para Covid-19 quanto para tratar outras enfermidades. Já os homens, costumam procurar atendimento após o caso agravar, o que pode dificultar a recuperação. Por isso, Larissa destaca ser importante procurar um atendimento hospitalar entre o quarto e o sétimo dia após o aparecimento dos sintomas como febre, tosse, dor de cabeça e mal-estar. Nesse período, já é possível fazer o exame que identifica a infecção.

TEMPO DE INTERNAÇÃO

O Painel de Ocupação de Leitos do Estado indica que 91,58% das UTIs disponíveis para tratar pacientes com Covid-19 estão ocupadas no Espírito Santo. No caso das vagas na enfermaria, a ocupação está em 82,02%.
Sobre este aspecto, Larissa chama a atenção para o tempo de internação dos pacientes jovens. Nas fases anteriores do enfrentamento à doença, o tempo médio da internação variava entre 6 a 15 dias. Após esse intervalo, o leito era ocupado por outra pessoa - a depender se o paciente recebia alta médica ou evoluía a óbito.
"As internações estão mais longas. Antes, os doentes ficavam entre seis a quinze dias internados. Agora, o tempo médio varia entre seis a vinte dias. Não é regra, mas tem pacientes que ficam mais de um mês em um leito. Por mais que a gente abra novos leitos, é importante que as pessoas cumpram as determinações para conter o vírus para que a rede assistencial tenha um respiro", sugere.

MUNICÍPIOS DA REGIÃO METROPOLITANA DE SAÚDE

  1. Afonso Cláudio
  2. Aracruz
  3. Brejetuba
  4. Cariacica
  5. Conceição do Castelo
  6. Domingos Martins
  7. Fundão
  8. Guarapari
  9. Ibatiba
  10. Ibiraçu
  11. Itaguaçu
  12. Itarana
  13. João Neiva
  14. Laranja da Terra
  15. Marechal Floriano
  16. Santa Leopoldina
  17. Santa Maria de Jetibá
  18. Santa Teresa
  19. Serra
  20. Venda Nova do Imigrante
  21. Viana
  22. Vila Velha
  23. Vitória

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