O projeto Viana Vacinada, cuja proposta era vacinar toda a população da cidade, de 18 a 49 anos, com duas meias doses da Atrazeneca, para analisar a eficácia da imunização com dosagem reduzida, vai passar por um ajuste. Os moradores vão receber mais meia dose como reforço contra a Covid-19.
A estratégia de reforçar a imunização de toda a população com mais de 18 anos, portanto, vai alcançar também os residentes em Viana que foram submetidos ao estudo.
É o que afirma Danielle Grillo, coordenadora do Programa de Imunizações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), acrescentando que, considerando o intervalo da segunda dose (D2) para o reforço, que deve ser de cinco meses, essa população estará apta para a nova aplicação em janeiro.
ESTUDO NACIONAL
Viana Vacinada é um estudo nacional que, no início de outubro, apresentou um resultado preliminar bastante animador para os pesquisadores: as duas meias doses da Astrazeneca aplicadas nos voluntários produziram anticorpos contra a Covid-19 de modo semelhante à dose padrão. Outras análises estão sendo feitas para avaliar também a efetividade da dose reduzida (ajustada) no controle de casos da doença.
A pesquisa envolve 20 mil voluntários de 18 a 49 anos que receberam as meias doses num intervalo de oito semanas, em junho e em agosto, no município de Viana. Logo após a primeira meia dose, o governo do Estado, que contribui com o financiamento do estudo, apontou que 88,3% dos vacinados tinham desenvolvido anticorpos. Em outubro, o resultado apresentado referia-se às duas aplicações que, conforme as análises, foram capazes de desenvolver a proteção em 99,8% dos participantes.
Após um esquema de imunização completo com duas doses, espera-se que a pessoa esteja protegida 14 dias depois da D2. Apesar do curto tempo de quatro semanas, a incidência de casos novos de Covid-19 foi semelhante no grupo que recebeu meia dose e dose padrão, segundo apontou Valéria Valim, coordenadora do estudo. A conclusão das análises da aplicação das duas meias doses está prevista para dezembro.