O prédio que funcionava como sede da Imprensa Oficial do Espírito Santo, responsável pelo Diário Oficial do Estado (DIO/ES), foi interditado na manhã deste domingo (18), após o desabamento do Ginásio Jones dos Santos Neves (DED), em Bento Ferreira, Vitória. A decisão foi tomada após vistoria técnica do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES), que identificou risco de abalo estrutural na edificação vizinha ao local do acidente.
Atualmente, toda a estrutura da Imprensa Oficial está funcionando na Reta da Penha, restando apenas algumas máquinas da época em que o Diário Oficial era impresso. Não há mais atividades operacionais no local.
O ginásio, que passava por uma obra de reforma e ampliação orçada em R$ 29,8 milhões, desabou no fim da tarde de sábado (17), por volta das 17h20, pouco tempo depois de os operários deixarem o canteiro de obras. Apesar da gravidade do ocorrido, ninguém ficou ferido. Três carros estacionados na lateral da estrutura foram atingidos pelos destroços.
Durante a vistoria realizada neste domingo, o presidente do Crea-ES, Jorge Santos, confirmou que o impacto da queda do ginásio comprometeu estruturas próximas, exigindo a interdição do prédio.
"O prédio (da Imprensa Oficial) vai ser interditado hoje pelo Crea-ES. Não há como ele funcionar na segunda-feira (19). Houve questões de abalamento das estruturas. Inclusive, hoje mesmo já está se tomando providências no sentido de escoramento das bases do prédio. Entendemos que o prédio sofreu essas avarias", disse o Jorge Santos.
A obra e o desabamento
A obra do ginásio, iniciada em março deste ano, é executada pela empresa Engix Construções e Serviços Ltda, de Brasília. A reforma tem como objetivo modernizar e ampliar a estrutura do DED, com previsão de conclusão até o primeiro semestre de 2026. No momento do acidente, parte das telhas do telhado antigo havia sido removida, e uma das hipóteses apontadas pela Defesa Civil é que uma rajada de vento possa ter desestabilizado as estruturas remanescentes.
O Crea-ES destacou que a construção original do ginásio data da década de 1950 e não havia passado por manutenções preventivas significativas desde então. “Até o concreto estava comprometido, com ferragens corroídas. Tudo isso pode ter contribuído para o colapso da estrutura”, disse Santos.