Anteriormente, o menor intervalo de tempo havia ocorrido durante o primeiro pico da pandemia, no meio do ano passado, quando foram necessários 29 dias para a quantidade de vidas perdidas
sair de 1 mil (em junho) para
2 mil (em julho). Desde então, mil novas mortes nunca tinham sido acumuladas em menos de 40 dias.
Para a contagem,
A Gazeta considerou que a pandemia no Espírito Santo teve início no dia 5 de março de 2020, com a
confirmação do primeiro caso pelo
Ministério da Saúde. Sendo assim, o Estado chegou a mil óbitos no 100º dia e a 8 mil no 400º dia – sinal claro do agravamento.
Outra comparação que salta aos olhos é a média diária de mortes. Entre os meses de agosto e novembro, cerca de 11 pessoas morriam por dia devido ao coronavírus no Estado. Já entre o final de março e o início de abril deste ano, esse número saltou para 62 pessoas por dia — e ainda pode piorar.
Ou seja, apesar do cansaço de mais de um ano de pandemia, cuidados como evitar aglomerações, sair de casa só quando necessário, higienizar as mãos e
usar máscara adequadamente seguem sendo igualmente essenciais — ou até mais. "O
Governo do Estado tem aumentado os leitos hospitalares, mas devemos chegar ao limite neste mês", diz Pablo Lira.
Diante da
alta pressão na rede pública hospitalar, a Secretaria Estadual de Saúde (
Sesa) anunciou abertura de novas vagas, totalizando até 1.100 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em abril. Atualmente, o Espírito Santo conta com 1.009 leitos intensivos e 930 de enfermaria, dos quais 922 e 738 estão ocupados, respectivamente.
No último pronunciamento, o secretário Nésio Fernandes pediu, novamente, colaboração aos capixabas. "O cansaço não pode virar negação ou comportamento de alto risco. Temos 75% da população em cidades de risco extremo. Sem redução da interação social, não será possível evitar que muitos óbitos ocorram", afirmou.