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Mudança de estratégia

Entenda por que o ES decidiu adotar vacinas diferentes para uma mesma pessoa

A princípio, governo do Estado defendia manutenção do mesmo fabricante para as duas doses. Agora, previsão é implementar regime misto com Astrazeneca e Pfizer

Publicado em 18 de Agosto de 2021 às 20:40

Aline Nunes

Publicado em 

18 ago 2021 às 20:40
Aplicando vacina
Estado deverá adotar a Pfizer para aplicação da D2 entre as pessoas que usaram a Astrazeneca na primeira dose Crédito: Carlos Alberto Silva
À espera da autorização do Ministério da Saúde, que planeja ampliar a vacinação heteróloga - com doses de diferentes fabricantes em uma mesma pessoa -, o governo do Estado deverá adotar a estratégia na população do Espírito Santo, destinando a Astrazeneca para a primeira dose (D1) e Pfizer para a segunda (D2) contra a Covid-19
Entenda por que o ES decidiu adotar vacinas diferentes para uma mesma pessoa
A mudança na condução da campanha de vacinação no Estado, que antes previa a manutenção do fabricante para aplicação das duas doses, é reflexo de uma nova conjuntura na oferta de imunizantes no país associada a estudos que indicam não haver prejuízo à segurança das pessoas, segundo afirma o secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes. 
"A decisão pela vacinação heteróloga não é uma questão de opinião; a Sesa (Secretaria da Saúde) não mudou de opinião. As condições é que são outras neste momento", frisa. 
Nésio Fernandes observa que o Estado não tem autonomia e governança para compra e distribuição das vacinas - atribuição do governo federal - e, para implementar a vacinação com diferentes fabricantes em cada dose, dependia da disponibilidade do imunizante. 
O país, lembra o secretário, passou por ciclos de instabilidade na entrega de remessas de vacina ao longo da pandemia e a adoção de esquemas heterólogos só se tornou viável a partir de agosto, com a ampla oferta de doses da Pfizer. Ele aponta, inclusive, que nos próximos três meses esse imunizante deve se tornar predominante entre as quatro opções utilizadas no país. 
O secretário cita que, se a estratégia tivesse sido adotada em junho, por exemplo, não haveria doses suficientes da Pfizer para aplicar a D2 em quem usou esse imunizante e a Astrazeneca na D1. Por isso, explica Nésio Fernandes, a estratégia como política pública depende de disponibilidade da vacina. 
"Além disso, os estudos mais recentes sobre a aplicação do esquema indicam que ganhou maior consenso entre a comunidade científica internacional", argumenta o secretário. 
A previsão é que a medida possa ser ampliada a partir do próximo mês, com autorização do Ministério da Saúde, que já tem nota técnica autorizando a vacinação heteróloga em casos específicos, como as grávidas que receberam a Astrazeneca - atualmente contraindicada para esse público. Especialistas também apontam não haver risco a segurança. 

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