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Fatores de risco

Entenda quando o coronavírus se torna mais perigoso para as crianças

Os médicos alertam que as chances de hospitalização e mortalidade são maiores no grupo de crianças com comorbidades, como diabetes e obesidade mórbida

Publicado em 06 de Junho de 2021 às 02:00

Isaac Ribeiro

Publicado em 

06 jun 2021 às 02:00
Médico atende criança: déficit de vagas para consultas com neuropediatra não para de crescer no ES
Em caso de contaminação, evolução do quadro deve ser observada pelos pais e pediatra Crédito: Arquivo
Crianças diagnosticadas com diabetes, câncer, obesidade mórbida, doenças neurológicas, do pulmão ou do coração são as que mais têm possibilidade de desenvolver um quadro clínico grave provocado pela infecção por Covid-19.
No dia último dia 12 de maio, uma menina de apenas 10 anos morreu vítima de complicações da Covid-19. A criança tinha comorbidade e era moradora do interior de Itapemirim, Litoral Sul do Espírito Santo.
Infectologistas e pediatras que atuam na linha de frente dos casos de novo coronavírus no Espírito Santo e demais estados brasileiros elencaram os sintomas que devem ser observados em casa de contaminação pelo vírus em crianças.
"As chances de hospitalização e mortalidade são maiores no grupo de crianças com comorbidades, que são portadoras de doenças crônicas. Não temos dados tão claros como em adultos, os poucos que temos identificaram alguns fatores de risco como doença pulmonar grave, obesidade mórbida, cardiopatias e doenças neurológicas".
A descrição foi dada pelo médico infectologista e pediatra Marco Aurélio Sáfadi, que é professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
De acordo com a infectologista pediátrica Euzanete Maria Coser,  integrante do Departamento Científico de Infectologia Pediátrica da SBP, a maioria das crianças vai apresentar sintomas leves como dor de cabeça, dor de gargante e febre baixa.  Obstrução nasal, desânimo e perda de apetite também costumam aparecer. O estado clínico, em geral, dura três dias.
"Criança, quando complica, costuma ter febre alta, tremor, calafrio, dor abdominal intensa e vômito sem controle. Também é preciso ter atenção caso ela tenha uma queda importante do estado geral"
Euzanete Maria Coser  - Infectopediatra
Mesmo se após a confirmação do diagnóstico da Covid-19 o quadro for considerado leve, os médicos recomendam contato com o pediatra assistente. É essencial que a família observe a evolução ou piora clínica.
"Outro sinal de preocupação é se febre passar e voltar 10 a 15 dias após a infecção por Covid-19. A criança que tiver muita tosse, cansaço e falta de ar também carece atenção, mas isso não é sintoma comum em criança. Normalmente, as crianças vão ser medicadas com remédios sintomáticos, muito líquido e algum outro medicamento de acordo com o mal-estar do momento", disse.

MORTES NO BRASIL E NO ES

As mortes de crianças e adolescentes - 0 a 19 anos - provocadas pela Covid-19 no Brasil, neste ano, representam 0,3% do número total de óbitos, de acordo com o médico infectologista e pediatra Marco Aurélio Sáfadi.
No Espírito Santo, os dados do Painel Covid-19 mostram que até quarta-feira (2), 42.763 capixabas - de 0 a 19 anos - foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, em 2020. O número representa 8,8% do total de casos (484.072). 
De um total de 10.838 óbitos, 39 foram registrados na mesma faixa etária de 0 a 19 anos. Ou seja, 0,35%. 
"Dos grupos etários, o mais grave é o menor de 1 ano de idade porque tem prematuridades, o que facilita de ter formas mais graves da doença"
Marco Aurélio Sáfadi - Médico infectologista

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