O governo do Espírito Santo analisa a aplicação de uma quarta dose de vacina contra a Covid-19 no ano que vem. Segundo o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, essa é uma tendência em outros países e o Estado ainda lidará com o efeito da pandemia durante muitos anos.
"Não teremos quarta onda (de contaminação) se conseguirmos avançar e ter vacina para ir reforçando. O reforço da terceira dose é um, mas já tem país fazendo a quarta dose. A pandemia é um problema que nós não vamos sair dele com facilidade, não vai ficar para trás", disse.
Cientistas e especialistas em saúde já sabem que o poder de proteção dos imunizantes cai ao longo do tempo, principalmente entre os mais vulneráveis, como idosos e pessoas que tomam remédios imunossupressores, como aquelas em tratamento contra o câncer. As autoridades sanitárias dos Estados Unidos já preveem a dose extra para esse público.
Israel também se prepara para garantir doses suficientes para uma quarta aplicação, caso seja necessário. No Brasil, o governo de São Paulo também faz estudos no mesmo sentido.
No início de novembro, o secretário de Saúde do Estado, Nésio Fernandes, afirmou que o imunizante contra a Covid-19 deve entrar de forma permanente no calendário vacinal. Ele ressaltou, porém, que serão feitos estudos em 2022 para analisar se será preciso vacinar todos os públicos em todos os anos.