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Contra a Covid-19

ES corre o risco de não atingir imunidade coletiva em 2021, diz secretário

Em entrevista à rádio CBN Vitória nesta quarta-feira (7), o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, disse que o governo federal precisa acelerar a vacinação

Publicado em 07 de Abril de 2021 às 12:44

Isaac Ribeiro

Publicado em 

07 abr 2021 às 12:44
Comércio da avenida Expedito Gárcia, em Campo Grande, Cariacica
Avenida Expedito Garcia, no bairro Campo Grande, em Cariacica Crédito: Ricardo Medeiros
Se o governo federal não vacinar toda a população adulta contra a Covid-19 até o mês de julho deste ano, os estados brasileiros, inclusive o Espírito Santo, correm o risco de não atingir a imunidade coletiva contra a doença em 2021.
ES corre o risco de não atingir imunidade coletiva em 2021, diz secretário
A afirmação foi feita pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, durante entrevista à Rádio CBN Vitória (92,5 FM) nesta quarta-feira (7). Ele ressaltou que o vírus está se adaptando e que por isso pode provocar um novo comportamento da pandemia.
"Corremos grande risco de ter novas expansões da pandemia no segundo semestre desse ano. O governo federal precisa entender que a vacina precisa acontecer até julho, para podermos, a partir disso, ter eficácia das vacinas e imunidade de população adulta e jovem. Qualquer estratégia diferente vai causar sangria no setor econômico e crescimento de óbitos", destacou Nésio.
Já sob responsabilidade do governo do Estado, Nésio relatou que o executivo estadual tem mantido as negociações com laboratórios farmacêuticos e representantes de vacinas em diversos países. Uma das opções do Espírito Santo é vacina russa Sputnik, que ainda não teve o uso regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
"Precisamos que a Anvisa adote os mesmos critérios que adotou com outras vacinas e autorize o uso. O governo russo não seria insano de submeter uma estratégia com vacina que não tem grau de segurança e eficácia. Se tivesse tido o mesmo resultado que a Astrazeneca, por ser uma vacina de origem russa, já teria sido submetida a muito mais críticas", analisou.
Sobre o enfrentamento à doença no Estado, o secretário enfatizou que até que a imunidade coletiva seja alcançada, a população capixaba tem um papel fundamental na prevenção do contágio pelo vírus.  
"Nosso inimigo é o vírus, doença respiratória que neste momento pode ser evitada com uso de máscaras, lavar mãos, distanciamento, isolamento domiciliar e com a busca incessante pela vacina em qualquer lugar do mundo", ressaltou.
Coletiva de imprensa com o Governador Renato Casagrande e os secretários, Nésio Fernandes, da Saúde e Rogelio Amorim, da Fazenda
O secretários estadual de Saúde, Nésio Fernandes Crédito: Fernando Madeira

VACINAÇÃO NO ES

De acordo com o Painel de Vacinação, ferramenta da Sesa, o Estado recebeu 784.570 doses de imunizantes. Até o momento, 728.319 foram distribuídas. Desse total, 401.045 pessoas receberam a primeira aplicação.
Dados do Mapa de Vacinação do site G1 apontam que até às 20h desta terça-feira (6), 20.828.398 (9,84%) de brasileiros tomaram a primeira dose das vacinas.
Vacinação no Parque da Cidade, em Brasília
Vacinação no Parque da Cidade, em Brasília Crédito: Renato Alves / Agência Brasília

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