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Covid-19

ES deve ter piora da pandemia em abril e redução de mortes a partir de maio

A expectativa é de que as medidas restritivas  ajudem a reduzir o número de casos confirmados da doença a partir da segunda quinzena de abril;  mas  o reflexo nos óbitos ainda levará mais tempo

Publicado em 07 de Abril de 2021 às 20:49

Vilmara Fernandes

Publicado em 

07 abr 2021 às 20:49
Covas abertas no cemitério de Maruípe em Vitória
Covas abertas no cemitério de Maruípe, em Vitória, é um exemplo que situação vai piorar antes de melhorar Crédito: Vitor Jubini
As perspectivas para o mês de abril é de que a pandemia tenha uma piora e que o número de vidas perdidas para a Covid-19 ultrapasse os registros de óbitos de março, que foi considerado o pior mês da doença no Espírito Santo. Para os especialistas, uma redução no número de mortes só deve começar a acontecer a partir da primeira quinzena de maio.
Até lá, os registros diários de mortes podem voltar a bater novos recordes, principalmente após o próximo feriado,  podendo ultrapassar 130 mortes/dia.
"Abril será ainda pior. Vai piorar antes de termos uma melhora. E esta semana, e a próxima, pelos números de casos novos, a pressão será grande, devendo chegar a 130 morte/dia"
Ethel Maciel - Pós-doutora em Epidemiologia (Johns Hopkins University) e professora titular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes)
Em sete dias do mês de abril, o Painel Covid-19 ES, ferramenta da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) com dados sobre a doença, revela que até esta quarta-feira (07) já ocorreram 371 óbitos, o que equivale a 33% das mortes registradas em março. “A média móvel de óbitos dos últimos 14 dias chegou, nesta quarta-feira (07), a 54. É maior que o recorde anterior, que foi de 37, em julho do ano passado”, explica o diretor de Integração e Projetos Especiais do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Pablo Lira.
O represamento das notificações de óbitos nos finais de semana, principalmente nos feriados, devem elevar  os registros de mortes nos próximos dias, ultrapassando a casa dos 130/dia. Foi o que ocorreu no feriado da Páscoa, com reflexos na segunda-feira (05) e terça-feira (06), que apresentaram recorde de mortes, 95 e 110, respectivamente. “E agora teremos um novo feriado, com impacto nos dias seguintes a ele”, explica Lira.

CENÁRIO DE REDUÇÃO DE MORTES SÓ EM MAIO

A expectativa é de que as medidas adotadas para a redução da disseminação do vírus, dentre elas a quarentena decretada pelo governo estadual,  alcancem êxito, com a redução do contágio e por consequência de novos casos da doença, a partir da segunda quinzena de abril.  Já o impacto na redução das mortes começará a ser percebido após cerca de três semanas.
É a chamada janela epidemiológica de 14 a 21 dias para que se tenha a repercussão nos indicadores, neste caso o de óbitos. Com o final da quarentena no dia 4, somada as restrições de suspensão do transporte coletivo por mais uma semana, os efeitos destas medidas vão ser sentidos no início de maio, para quando se espera a redução das mortes nas curvas epidemiológicas. Até que isto ocorra, os cuidados precisam ser redobrados.
"Abril será um mês que vai exigir que sejam redobrados todos os cuidados. O Brasil ainda como é o epicentro da pandemia e o Espírito Santo não é uma ilha. Estamos em uma situação preocupante, com elevado número de novos casos da doença e mortes diárias. O governo estadual tem aumentado continuamente o número de leitos hospitalares, mas existe um limite e ele vai ocorrer em abril, com a limitação de recursos humanos."
Pablo Lira - Diretor de Integração e Projetos Especiais do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN)
Enquanto este cenário perdurar, o uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social vão fazer a diferença, assinala Ethel Maciel. “O uso de máscara, de preferência duas, é imprescindível. Assim como evitar aglomerações e, se possível, permanecer em casa. Cuidados essenciais até que a população possa ser imunizada”, destaca.

POR TRÁS DO AUMENTO DE MORTES

Alguns fatores, segundo Lira, tem influenciado no crescente número de casos confirmados e de óbitos registrados no Espírito Santo nesta terceira fase da pandemia. Um período em que os indicadores ultrapassam os limites das fases anteriores da doença. Um deles é o aumento sazonal das síndromes respiratórias agudas, típicas desta época. Outro são os registros de aglomerações. “Houve uma redução, mas elas ainda ocorrem, o que favorece o contágio”, assinala.
Exemplos disto ocorreram nesta quarta-feira (07) em vários bairros e cidades, em frente a bancos e lotéricas, onde longas filas se formaram no primeiro “dia útil para o comércio” após a quarentena decretada pelo Estado. Fato ocorreu mesmo tendo rodízio para o funcionamento do comércio e os municípios estando enquadrados no “risco extremo”, categorização do Mapa de Risco para a doença no Espírito Santo.
Outro problema é que muitas pessoas estão relaxando com os cuidados sanitários e abandonando o uso da máscara. E há ainda o efeito das novas variantes do coronavírus, com destaque para a variante inglesa, mais contagiosa, que tem aumentado o número de novos casos e de óbitos.
Por outro lado, pondera Lira, existem fatores que permitem acreditar em uma diminuição do contágio, o que tende a influenciar na desaceleração nas curvas epidemiológicas. O primeiro deles é o efeito da vacinação, principalmente nas faixas etárias que eram mais vulneráveis ao vírus. “Os efeitos desta imunização já vão ser percebidos na segunda quinzena de abril”, explica Lira.
Os efeitos da quarentena preventiva de 18 dias também começam a ser percebidos no mesmo período. “Em paralelo, também foram adotadas medidas ainda mais restritivas em municípios do interior, fortemente impactados nesta terceira fase da pandemia, principalmente naqueles mais afetados pela variante inglesa do vírus”, acrescenta Lira.
E por último a conscientização de uma parte maior da população. “Um grupo maior da população está se conscientizando de que o momento é crítico, e se este grupo aumentar, é um fator que se soma neste cenário de desaceleração do contágio”, pondera Lira.

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