A vacinação dos profissionais da educação está sendo ampliada no Espírito Santo. Conforme anunciado nesta quarta-feira (26), todos os trabalhadores da área com mais de 18 anos poderão ser vacinados contra a Covid-19 nas próximas semanas, incluindo os que atuam no Ensino Superior.
À frente da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o secretário Nésio Fernandes explicou que essa mudança será possível graças ao aumento da disponibilidade de doses das vacinas e a previsão da chegada de novos lotes ao Estado, com quantidades significativas dos imunizantes, ao longo do próximo mês.
"Não será necessário um novo ato ou resolução do governo do Estado para que os municípios avancem nas faixas etárias desses profissionais com a vacinação"
Comandando a Secretaria de Estado da Educação (Sedu), o secretário Vitor de Angelo também participou do pronunciamento desta manhã e explicou que, a partir de agora, a convocação dos professores e demais trabalhadores não será mais feita por meio das listas que vinham sendo divulgadas semanalmente pela pasta.
"Estamos encerrando hoje esse trabalho. Essas listagens foram importantes no início, devido à escassez de vacinas. Entretanto, com a chegada de um volume importante de imunizantes, essa metodologia poderia ser um fator de represamento", esclareceu. Ou seja, poderia tornar o ritmo de vacinação mais lenta.
EDUCAÇÃO DEVE SER TOTALMENTE IMUNIZADA EM JUNHO
Atualmente, cerca de 32 mil doses já foram destinadas para a vacinação dos profissionais da educação. Outras 24 mil (da Astrazeneca) estão sendo distribuídas e também poderão ser aplicadas nesse grupo. A expectativa é que a imunização desses trabalhadores seja concluída até o final de junho.
"Acreditamos que, com as doses distribuídas e as que chegarão nas próximas semanas, poderemos concluir, no mês de junho, a vacinação dos profissionais da educação do nosso Estado"
Diante do novo cenário, o secretário Nésio Fernandes reforçou que o governo do Estado espera avançar na retomada das aulas presenciais a partir do segundo semestre deste ano e voltou a defender que os gestores municipais "devem preparar condições para dar passos mais ousados" nos próximos meses.