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Julgamento

Executor de Milena Gottardi acreditava que seria alvo de "queima de arquivo"

Dionathas Alves, executor confesso da médica, avaliou que poderia ser morto pelos comparsas após o crime. Declaração foi feita durante o interrogatório no Tribunal do Júri nesta sexta-feira (27)

Publicado em 27 de Agosto de 2021 às 16:34

Vilmara Fernandes

Publicado em 

27 ago 2021 às 16:34
Dionathas Alves Vieira, executor da médica Milena Gottardi
Dionathas Alves Vieira, executor da médica Milena Gottardi Crédito: Geraldo Neto
Dionathas Alves, executor confesso de Milena Gottardi, acreditava que seria alvo de uma "queima de arquivo" após ter matado a médica. Durante o interrogatório no Tribunal do Júri nesta sexta-feira (27), quinto dia de julgamento dos seis réus pela morte de Milena, Dionathas disse que avaliou que poderia ser morto pelos comparsas. Acompanhe o júri em tempo real aqui.
Executor de Milena Gottardi acreditava que seria alvo de queima de arquivo
No dia do crime, Dionathas voltou para a casa de uma tia, onde estava morando na época, em Maria Ortiz. Segundo ele, Valcir da Silva Dias e Hermenegildo Palauro Filho, o Judinho, o chamaram para ir até Timbuí, mas ele negou, mesmo com a insistência dos réus, que são apontados como intermediadores.
"Desde que Valcir e Judinho me ligaram para eu ir embora para Timbuí, e eu não fui, fiquei pensando que ali poderia ter acontecido alguma coisa comigo no caminho, que eles poderiam me matar", revelou.
Dionathas ainda afirmou que foi orientado a fugir após a repercussão que o crime tomou. Segundo ele, Valcir o aconselhou a ir para Minas Gerais, mas ele se recusou.
"O Valcir ficava me ligando, falando que era para eu fugir para Minas Gerais, mas eu disse que ficaria em Timbuí, distrito de Fundão. Tinha sido divulgada uma foto, mas que não tinha nada a ver comigo. Mesmo assim, eles falavam que era para eu meter o pé, que a coisa estava ficando feia", afirmou Dionathas.

ENTENDA O CASO

A médica Milena Gottardi, 38 anos, foi baleada no dia 14 de setembro de 2017, quando encerrava um plantão no Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam), em Maruípe, Vitória. Ela havia parado no estacionamento para conversar com uma amiga, quando foi atingida na cabeça.
Socorrida em estado gravíssimo, a médica teve a morte cerebral confirmada às 16h50 de 15 de setembro.
As investigações da Polícia Civil descartaram, já nos primeiros dias, o que aparentava ser um assalto seguido de morte da médica (latrocínio). Naquele momento as suspeitas já eram de um homicídio, com participação de familiares.
Ao liberar o corpo de Milena no Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, o ex-policial civil Hilário Frasson teve a arma e o celular apreendidos pela polícia. Ele não foi ao velório e enterro, que aconteceram em Fundão, onde Milena nasceu.

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