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Morte cerebral

Família irá doar órgãos de ciclista que morreu após ser atingida por carro na Norte Sul

Gabriela Sartório, de 45 anos, ficou em coma por três dias na UTI do Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória, e teve o óbito confirmado nesta sexta-feira (24)

Publicado em 24 de Abril de 2026 às 15:09

Mikaella Mozer

Publicado em 

24 abr 2026 às 15:09
Gabriela Sartório, de 45 anos, morreu após ser atingida por carro na Avenida Norte-Sul, em Jardim Camburi
Gabriela Sartório, de 45 anos, morreu nesta sexta (24), dias após ser atingida por carro na Avenida Norte Sul, em Jardim Camburi Reprodução | Rede Social

A família de Gabriela Sartório, de 45 anos, doará os órgãos da ciclista, que morreu nesta sexta-feira (24). Ela estava em coma na UTI do Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória, após sofrer lesão cerebral ao ser atingida por um carro na Rodovia Norte Sul, em Jardim Camburi, na Capital capixaba, na manhã de terça-feira (21). O condutor, Kleber Rocha, 26, estava alcoolizado e com a carteira de habilitação vencida. 


Segundo informações da família repassadas ao repórter André Afonso, da TV Gazeta, ainda não foram definidos quais órgãos poderão ser doados. Porém, a família já decidiu que todas as partes consideradas aptas pela equipe médica vão poder ser retirada. Devido ao procedimento, o velório e enterro estão programados para domingo (26).

A caminho da natação

Gabriela pedalava pela faixa da direita e seguia para a aula de natação na orla de Camburi, quando ela e a bicicleta acabaram atingidas pelo veículo. O condutor contou à Polícia Militar que estava na mesma direção que a vítima, mas não se recorda de como aconteceu a colisão. Ele detalhou apenas ter sentido o impacto da batida. 


Ele permaneceu no local para prestar ajuda. Durante o atendimento, a equipe militar identificou uma falha na condução do Kleber. Entre a bicicleta da vítima e o carro não havia a distância de 1,5m, tanto na lateral quanto na parte frontal, conforme previsto pelo Código de Trânsito Brasileiro.

Comoção

A confirmação da morte de Gabriela comoveu a comunidade de ciclistas. Em comentários em posts na rede social, usuários da bicicleta no dia a dia pediram por justiça e uma solução para quem utiliza este tipo de veículo pela Grande Vitória. 


Ela andava pela pista para automóveis, pois, segundo a cunhada e a própria corporação, a ciclovia está fechada para obras do Mergulhão. Amigos e família também se manifestaram em diversas publicações.


Em todas as mensagens, Gabriela era lembrada como uma pessoa feliz, dedicada aos quatro filhos, à família e a si mesma. Nas redes sociais, ela gostava de mostrar como levava uma vida saudável, a prática esportiva, o amor pelos filhos, além de mensagens positivas. 


Família e amigos postaram mensagens de carinho e amor sobre a ciclista Gabriela Sartório
Família e amigos postaram mensagens de carinho e amor sobre a ciclista Gabriela Sartório Reprodução | Rede Social

Uma familiar contou que o gosto por uma rotina saudável a irradiava para os estudos. A ciclista pretendia voltar a faculdade de Nutrição, que tinha trancado havia um tempo.

Defesa do motorista 

Em entrevista à TV Gazeta, o advogado de Kleber, Gilvan Motta, afirmou que o cliente seguia da Serra para Vitória e trafegava dentro da velocidade permitida na via. Segundo ele, ao fazer uma curva na altura de Camburi, o condutor se deparou com a ciclista. 


“Ele falou que, ao fazer uma curva, ficou surpreso com uma pessoa na bicicleta, na rua. Vale pontuar que a parte onde os ciclistas deveriam trafegar está interditada para uma obra. De qualquer forma, precisamos nos solidarizar com a família, que perdeu um ente querido”, disse.


Sobre a situação do motorista, Gilvan Motta informou que, na audiência de custódia, a Justiça considerou o fato de o condutor ter ingerido quantidade de álcool acima do permitido pela legislação brasileira e converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.

Sobre os próximos passos, ele explicou que a estratégia inicial da defesa será solicitar a liberdade provisória do motorista. O advogado destacou ainda que o cliente é primário, possui residência fixa, exerce atividade lícita, é responsável por duas filhas menores e que dependem de seus cuidados.

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