Os brasileiros foram surpreendidos com o aumento no número de casos de Febre do Oropouche, que quadruplicaram no país, em comparação com o ano passado. No Espírito Santo, a Secretaria de Saúde (Sesa) informou, nesta terça-feira (23), a circulação da doença no Estado. Ao todo, doze casos foram confirmados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen/ES). Há quem nunca tenha ouvido falar da doença. Pensando nisso, A Gazeta resume tudo que você precisa saber. Confira:
O que é
- A Febre do Oropouche é causada por um vírus, que dá nome à doença;
- Esse vírus é transmitido aos seres humanos pela picada do mosquito Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora;
- A presença do mosquito está geralmente associada há regiões com maior umidade e presença de matéria orgânica.
Transmissão
- A doença pode ser transmitida por meio de dois ciclos diferentes: o silvestre e o urbano;
- No ciclo silvestre, animais como os macacos e bicho-preguiça são picados pelo mosquito e passam a hospedar o vírus;
- No ciclo urbano, os humanos são picados e se tornam os hospedeiros;
- Se o mosquito picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.
Sintomas
- Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue, chikungunya e febre amarela;
- Pode-se destacar: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia;
- Não há casos de morte associados a doença.
Tratamento
- Não há tratamento específico para a doença
- A recomendação é que os pacientes permaneçam em repouso, com tratamento dos sintomas e acompanhamento médico
Prevenção
- Evitar áreas onde há muitos mosquitos, se possível;
- Usar roupas que cubram a maior parte do corpo e aplique repelente nas áreas expostas da pele;
- Manter a casa limpa, removendo possíveis criadouros de mosquitos, como água parada e folhas acumuladas.