A Prefeitura de Vitória apresentou os resultados da coletagem preliminar realizada pelo Grupo de Trabalho (GT) liderado pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo. As amostras colhidas na última quarta-feira (18) confirmam que todos os seis pontos analisados estão próprios para o banho, abrangendo a Curva da Jurema e a Praia do Iate, inclusive o ponto extra próximo à manilha localizada ao lado da ponte da Ilha do Frade.
A ação reuniu uma composição técnica e institucional entre a Prefeitura de Vitória (PMV), Iema, Cesan, Ministério Público, representantes do Legislativo municipal e estadual, ASPI e da comunidade científica, representada pelo Conselho Regional de Biologia, Ufes e Instituto Oceano.
O Grupo de Trabalho criado pelo MPES para analisar a situação esclarece, no entanto, que, após a coleta prévia, outras avaliações serão feitas e os resultados finais vão ser divulgados somente após a conclusão das análises ao longo das cinco semanas seguidas de averiguações das amostras da água.
Para garantir máxima precisão e atender às diretrizes do MPES, a coleta incorporou novos critérios e parâmetros em relação aos monitoramentos rotineiros regulamentados por resoluções do Conama:
- Análise expandida: avaliação simultânea de três fatores — Escherichia coli (E. coli), enterococos e coliformes termotolerantes, assegurando diagnóstico mais aprofundado da qualidade da água.
- Ponto estratégico: coleta específica em frente à manilha da ponte da Ilha do Frade, local de atenção especial para a comunidade e órgãos ambientais.
A planilha detalhada com os dados técnicos está sendo encaminhada às demais autoridades do Grupo de Trabalho, assegurando que a sociedade tenha acesso a informações atualizadas e verificadas, em alinhamento com as próximas etapas de coletas programadas.
Mais análises e coletas
Segundo o MPES, neste sábado a primeira coleta oficial foi realizada em sete pontos de amostragem e integra o cronograma técnico definido pelo grupo, que prevê cinco semanas consecutivas de monitoramento da balneabilidade e das condições ambientais da região.
As ações seguem orientação técnica e padronização estabelecidas por instituições especializadas, incluindo o Conselho Regional de Biologia da 10ª Região (CRBio-10), o Centro de Apoio Operacional da Defesa do Meio Ambiente (CAOA) do MPES, a Associação Brasileira de Oceanografia no Espírito Santo, e outros órgãos.
A iniciativa faz parte das atividades conduzidas de forma integrada por diversas instituições, com o objetivo de compreender as causas do fenômeno e subsidiar a adoção de medidas efetivas para solução do problema. O grupo de trabalho foi criado justamente para investigar a origem da mancha escura e analisar o funcionamento do sistema de drenagem pluvial urbana de Vitória, reunindo órgãos públicos, entidades técnicas e representantes da sociedade civil.
Com autonomia para conduzir estudos e deliberar sobre encaminhamentos técnicos, o grupo atua na avaliação de medidas de curto, médio e longo prazo, além da eventual identificação de responsáveis, caso sejam constatadas irregularidades, com a ação das devidas medidas cabíveis.
Além do monitoramento da água, estão sendo discutidas soluções estruturais para evitar o lançamento de águas pluviais em áreas utilizadas pelos banhistas, especialmente nas regiões da Guarderia e da Ilha das Caieiras. A expectativa é que, ao final do período de coletas e análises, os dados permitam um diagnóstico mais preciso sobre a balneabilidade e a qualidade ambiental marinha.
Atualização
21/03/2026 - 3:10
Após publicação da reportagem com as informações divulgadas pela prefeitura, o Ministério Público do Espírito Santo enviou outros detalhamento sobre o Grupo de Trabalho o texto foi atualizado.