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Raridade

Gêmeos siameses nascem em hospital de Vila Velha

Bebês nasceram no Himaba e recebem acompanhamento especializado; em casos do tipo, as crianças costumam nascer unidas pelo tórax ou abdômen

Publicado em 18 de Março de 2026 às 19:01

Nayra Loureiro

Publicado em 

18 mar 2026 às 19:01
Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves, (Himaba)
Parto foi feito no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves, (Himaba) Crédito: Fernando Madeira
Um nascimento de gêmeos siameses, também chamados de xifópagos, foi registrado no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha. Eles compartilham uma parte do corpo (geralmente tórax ou abdômen).  A informação foi confirmada pela Secretaria da Saúde (Sesa) nesta quarta-feira (18), mas a data em que ocorreu o parto não foi divulgada. 
De acordo com a Sesa, o hospital segue oferecendo o atendimento necessário, com acompanhamento especializado e acolhimento à família. 
A pasta estadual informou ainda que, conforme normativas médicas e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), não serão divulgadas informações específicas sobre os pacientes. Detalhes sobre o estado de saúde dos bebês são repassados exclusivamente aos familiares e responsáveis legais.
Gêmeos siameses nascem em hospital de Vila Velha

Primeira separação de gêmeas do mundo

Fotos de 1900 mostram as gêmeas siamesas
Fotos de 1900 mostram as gêmeas siamesas Crédito: Reprodução / Arquivo Público Mineiro / A. Larrete
Casos como esse, apesar de raros, fazem parte da história do Espírito Santo. Em 1900, as irmãs capixabas Rosalina e Maria Pinheiro Dável se tornaram protagonistas da primeira cirurgia de separação de gêmeos siameses realizada com sucesso no mundo. O procedimento também marcou a primeira utilização do raio-X no Brasil e foi conduzido pelo médico Álvaro Alvim, que havia estudado com a cientista Marie Curie.
Nascidas em 1893, filhas do casal João Dável e Rosalina da Silva Pinheiro, humildes agricultores da localidade de Ribeirão do Costa, em Afonso Cláudio, na Região Serrana do Espírito Santo, as gêmeas foram dadas ao médico Eduardo Chapot Prévost, que as levou para o Rio de Janeiro, onde as criou e realizou a cirurgia quando as gêmeas tinham sete anos de idade, no ano de 1900.

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