Paulo Antonio dos Santos, 60 anos, o neto dele, de sete anos, e um vizinho — identificado como José de Paula, de 63 — andavam de bicicleta, por volta das 8h30. Enquanto passavam por uma estrada de chão, Paulo ouviu gritos e viu o vizinho pular em um riacho. Em seguida, avô e neto começaram a ser atacados por abelhas. Desesperado, Paulo — que é alérgico à picada do inseto — tirou a camisa para proteger a criança.
“Meu pai colocou fogo para ver se espantava as abelhas. Moradores próximos ouviram os gritos e ajudaram. Meu pai ainda conseguiu ligar para minha irmã e pedir ajuda”, disse a filha de Paulo, a vigilante Ramony dos Santos.
Paulo teve uma parada cardiorrespiratória no momento que era socorrido. José também foi socorrido em estado grave. A criança levou quatro picadas e não precisou de atendimento médico.
"A preocupação do meu pai era só proteger meu sobrinho, até quando o pessoal chegou para socorrer, ele disse: ‘Socorre meu neto’. A gente está abalado. Era um dia normal de lazer dos dois e veio essa notícia"
Os homens estão internados em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). De acordo com apuração da repórter Daniela Carla, da TV Gazeta, os rins de Paulo pararam de funcionar e ele passa por hemodiálise. Até a manhã desta segunda-feira (31), não havia atualizações do estado de saúde de José de Paula.
Cuidados durante ataque
No momento do ataque de abelhas, Paulo colocou fogo em mato para tentar espantar as abelhas. Já José de Paula pulou em um riacho para se proteger. Em entrevista à reportagem da TV Gazeta, a capitã Andresa, do Corpo de Bombeiros, informou que a fumaça ajuda no momento a afastar as abelhas, mas, dependendo da quantidade, pode ser que não tenha muito efeito.
“A fumaça afasta as abelhas, então contribui, mas dependendo da quantidade de fumaça que ele (Paulo) conseguiu produzir, talvez não ajudou porque era pouca”, explicou.
O movimento da segunda vítima, de se jogar no riacho, resolve em partes, mas não é recomendada, segundo a capitã. “A gente não recomenda porque elas vão continuar atacando e a gente precisa respirar. Se elas estiverem muito ativas, vão continuar picando. A gente recomenda ficar imóvel, parado, evitar movimento bruscos, correria, se não elas vão atacar ainda mais. O ideal é proteger o rosto, principalmente olhos e boca, que são as áreas mais sensíveis, com algum pano, olhos e boca", explicou.
Após a picada, o recomendado é acionar socorro médico para que seja avaliado e encaminhado ao hospital. A capitã ainda orientou que a pessoa que já tem ciência da alergia a picadas de abelhas deve sempre levar um antialérgico na bolsa.
Homens são internados em UTI após ataque de abelhas em Fundão
Com informações de Daniela Carla, da TV Gazeta