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Fábrica em Linhares

Incêndio na Cacau Show: Bombeiros explicam dificuldade para conter fogo

Corporação compara situação a um braseiro, em que ocorre uma queima lenta; material de embalagens, matéria-prima e produtos continuam em chamas

Publicado em 08 de Novembro de 2023 às 08:23

Vinícius Lodi

Publicado em 

08 nov 2023 às 08:23
Incêndio em fábrica da Cacau Show: área destruída equivale a três campos de futebol
Incêndio em fábrica da Cacau Show: área destruída equivale a três campos de futebol Crédito: Heber Thomaz
Mais de 24 horas após o início do incêndio na fábrica da Cacau Show, no bairro Canivete, em Linhares, no Norte do Espírito Santo, continua o trabalho do Corpo de Bombeiros de combate às chamas na manhã desta quarta-feira (8). O fogo foi controlado e confinado, mas ainda há material queimando, como embalagens, produtos fabricados e outros. Do lado de fora, ainda se vê uma fumaça escura e densa, mas em menor intensidade, comparado à situação de terça-feira (7). 
No início da manhã desta quarta-feira, o incêndio se apresentava controlado e confinado, entretanto, ainda restavam ainda alguns focos residuais, de modo que a fase de combate continua por terra em três frentes e de cima para baixo, com o uso da autoplataforma.
Em entrevista ao Bom Dia ES, da TV Gazeta, o coronel Sartório, do Corpo de Bombeiros de Linhares, informou que o fogo não evoluiu mais para outras áreas da empresa e que, no momento, não há esse risco. No entanto, mesmo com o uso de bastante água e de líquido que gera espuma (LGE), ainda há um volume considerável de materiais queimando.
“O que acontece é que o material que está queimando está em uma forma incandescente, num volume considerado. A gente joga água, bastante água, LGE, e a gente não consegue extinguir ainda porque esse volume de material carga está incandescente. O trabalho vai ser intenso, mas (ao menos) a gente não está percebendo mais a possibilidade de passar para outros ambientes. Nos ambientes onde estão confinados estão tendo linhas constantes de combate”.
" Eram embalagens, matéria-prima, produto acabado da empresa. Tudo isso formou uma grande diversidade, em muita quantidade. Nós não temos mais aquelas labaredas de 4, 5 metros saindo pelo telhado, né, por momentos elas surgem, mas não naquela proporção, né, até que o material carga vai se queimando, deteriorando. Vamos dizer que lembra um braseiro, incandescente, e vai nessa queima lenta. Esse braseiro neste volume, apesar de receber uma carga d'água, ele resfria momentaneamente, emana fumaça, vapor d'água, tem toda essa complicação de não apagar"
Coronel Sartório - Corpo de Bombeiros
Para conter as chamas, já foram utilizados, aproximadamente, 300 mil litros de água, segundo informou o Corpo de Bombeiros na manhã desta quarta-feira. O trabalho de combate é realizado com apoio da Prefeitura Municipal de Linhares e de brigadistas de empresas localizadas na região. 
Equipes dos Bombeiros de Linhares continuam mobilizadas na ocorrência e contam com o apoio de militares de Nova Venécia e de Aracruz. Segundo o coronel Sartório, se houver necessidade, serão acionados também profissionais de São Mateus e de Colatina, que estão preparados para o chamado.
O Corpo de Bombeiros informou que instalou um Sistema de Comando em Operações (SCO) no local, para coordenar e gerenciar as ações de resposta de forma integrada. Não há previsão de horário para o encerramento da ocorrência.
Após a extinção das chamas, a corporação explicou que será realizado o rescaldo, que consiste em resfriar totalmente o ambiente para evitar a reignição. Apenas após esta fase será possível a entrada da equipe do Departamento de Investigação, Pesquisa e Prevenção de Incêndios, que será responsável pela perícia do local. Esta equipe já se encontra no local da ocorrência coletando informações e aguarda a conclusão do combate e rescaldo para entrar na edificação.

Causa do incêndio

Segundo o coronel Sartório, o trabalho de perícia começou ainda na tarde de terça-feira e tem continuidade nesta quarta-feira para coletar informações. Ainda não foi possível que os bombeiros peritos entrassem na área da fábrica, por conta das chamas. A causa do incêndio é considerada ainda desconhecida. O prazo previsto inicialmente para a conclusão da análise é de 30 dias.
*Com informações de Viviane Maciel, da TV Gazeta Norte

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