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4h de espera por atendimento

Jovem que morreu em ambulância no ES queria ser jogador de futebol

O adolescente Kevinn Belo Tomé da Silva, de 16 anos, também contou a parentes que iria pedir a menina que gostava em namoro no sábado (30)

Publicado em 02 de Maio de 2022 às 06:57

Redação de A Gazeta

Publicado em 

02 mai 2022 às 06:57
Kevinn, 16 anos, morreu após esperar horas dentro de uma ambulância em Vila Velha
Kevinn, 16 anos, morreu após esperar horas dentro de uma ambulância em Vila Velha Crédito: Arquivo pessoal
O adolescente Kevinn Belo Tomé da Silva, de 16 anos, contou a parentes que iria pedir a menina que gostava em namoro neste sábado (30). Os familiares disseram também que o menino tinha o sonho de ser jogador de futebol. Os planos, no entanto, não se tornaram realidade.
O jovem morreu dentro de uma ambulância, na frente de um hospital, em Vila Velha, após quatro horas de espera por atendimento na madrugada de sábado. O adolescente foi enterrado no final da manhã deste domingo (1º), no Cemitério do Coronel Borges, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. 

MÉDICAS FORAM AFASTADAS

O Hospital Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba) afastou das funções duas médicas que seriam as responsáveis por receber o adolescente. Os nomes das médicas não foram divulgados.
"A instituição considera inadmissível negligência em qualquer atendimento, já que a premissa do hospital é garantir acolhimento e assistência a todos os pacientes", disse o Himaba.
Em nota divulgada na noite deste sábado, o Himaba declarou que considera a conduta das profissionais "flagrante negligência médica".

INVESTIGAÇÃO

O Himaba informou que registrou um boletim de ocorrência policial e que fará uma representação junto ao Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES) contra as duas médicas. O CRM-ES, por sua vez, disse que vai abrir sindicância para apurar as responsabilidades.
A família do jovem também registrou um boletim de ocorrência. Em nota, a Polícia Civil informou que o caso será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a polícia, agentes estiveram no hospital para coletar imagens e já foram tomados depoimentos das partes envolvidas.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, o delegado do caso ouviu familiares, diretores e funcionários do Himaba e integrantes da equipe de remoção, responsável pelo transporte do adolescente de Cachoeiro de Itapemirim para o hospital. A polícia informou que as médicas plantonistas ainda não se apresentaram para depor.
*Com informações do g1 ES

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