Mãe mostra cicatrização de bebê que teve pé queimado em hospital da Serra
Dois meses após o bebê José ter o pé queimado dentro do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, a mãe da criança, Sara Peisino Barboza, usou as redes sociais neste sábado (11) para celebrar a evolução da cicatrização do ferimento. Em vídeo postado em uma rede social, Sara também mostrou as marcas no pé e na perna do bebê (de onde foi retirada pele para o procedimento de enxerto), que, segundo ela, estão se recuperando bem.
Olha, a perninha dele 100% cicatrizada, graças a Deus. A tendência é essa marquinha sumir mais, né, porque a pele dele vai crescer e vai esticar
O caso ganhou repercussão em agosto, quando o recém-nascido sofreu queimaduras no pé após uma técnica de enfermagem colocar um algodão aquecido dentro da meia do bebê, na tentativa de aumentar sua temperatura corporal. O procedimento, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), não faz parte dos protocolos do hospital.
Sara explicou que, apesar da boa recuperação, o pequeno José ainda deve precisar de um pequeno procedimento cirúrgico para corrigir o movimento de um dos dedos, o mindinho, que repuxou durante a cicatrização. Ela também comemorou o resultado do tratamento.
Provavelmente vai ter que dar um piquezinho nessa pelezinha ali, para liberar o movimento. Mas o doutor disse que poderia ter repuxado todos os dedos e até a planta do pé, e não foi o caso. Tá ótimo em comparação do que poderia ficar, gente. Deus é fiel, tá maravilhoso
Relembre
O bebê José Peisino nasceu em 19 de agosto no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves. Horas depois do parto, enquanto estava em um berço aquecido, teve o pé queimado por uma técnica de enfermagem de 34 anos.
Segundo a investigação da Polícia Civil, a profissional — que estava em período de experiência no hospital — utilizou uma técnica que aprendeu por conta própria, ao aquecer um algodão na resistência do berço e colocá-lo no pé da criança. A ação causou uma fagulha que provocou a queimadura.
A técnica foi demitida três dias após o incidente, e a Sesa concluiu, após auditoria, que ela agiu sozinha e de forma imprudente, sem seguir os protocolos da unidade.
O bebê foi transferido para o Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória, em Vitória, onde passou por procedimentos de remoção de tecidos e enxerto.
Em outubro, a Polícia Civil indiciou a técnica por lesão corporal culposa, quando não há intenção de ferir. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e ao Juizado Especial.