Dois homens foram condenados nesta terça-feira (1º) pela tentativa de assassinato do espanhol Juan Aurélio Gomez Fernandez, dono de um hotel no bairro Andorinhas, em Vitória, em março de 2022. O homem, que sobreviveu a 17 facadas, faleceu em maio deste ano, aos 67 anos, sem ver a conclusão do julgamento, que foi anulado no segundo dia, em abril, após o conselho de sentença relatar que não havia dormido devido às condições ruins da hospedagem.
Os réus, que estavam presos preventivamente, vão cumprir a pena em regime inicialmente fechado, após a condenação obtida pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Vitória. Veja quem são e as respectivas penas:
- Macário Almeida Souza da Silva (mandante): 20 anos e 5 meses de prisão
- Carlos de Matos Lopes (executor): 18 anos e 8 meses de prisão (a pena dele foi reduzida porque, na época do crime, tinha menos de 21 anos).
Após mais de 20 horas de julgamento, eles foram condenados por tentativa de homicídio qualificado (por motivo torpe, emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e crime cometido contra pessoa idosa). Outros dois réus, identificados como Davi da Purificação Neves e Gabrielly de Paula Batista, foram absolvidos a pedido do MPES, porque a participação deles no crime não ficou claramente demonstrada.
A reportagem de A Gazeta tenta localizar a defesa dos condenados, e deixa este espaço em aberto para um posicionamento.
Entenda o caso
O crime ocorreu em 31 de março de 2022, no Hotel da Ilha, de propriedade de Juan Aurélio. Segundo a denúncia do MPES, o réu Macário Almeida Souza da Silva planejou o assassinato do espanhol para se livrar da cobrança de dívidas referentes ao aluguel de um bar localizado no térreo do hotel.
A mando dele, Carlos de Matos Lopes invadiu o hotel após Macário desligar a energia da hospedagem, entrou no quarto de Juan Aurélio, que acreditava tratar-se de um hóspede reclamando da falta de luz, e desferiu diversas facadas na vítima, na época com 64 anos.
Gravemente ferido, Juan Aurélio fingiu-se de morto e foi posteriormente socorrido por uma equipe do Samu, tendo sobrevivido após atendimento.
Após a vítima ser encaminhada ao hospital, Carlos voltou ao hotel, subtraiu diversos bens e abusou sexualmente de uma mulher que estava no local. Ele também responderá pelos crimes, em outro processo.