Completamente restaurado após variadas promessas de entrega e anos em obras, o Mercado da Capixaba, no Centro de Vitória, pode reabrir suas portas em outubro. O prédio teve sua reforma concluída no início de julho e, apesar da apresentação ao público, ainda não começou com as atividades comerciais.
Atualmente, segundo a Companhia de Desenvolvimento, Turismo e Inovação de Vitória (CDTIV), o Instituto Brasileiro de Gestão e Pesquisa (IBGP) — empresa cotada para a gestão do mercado — avalia mais de 40 propostas de comerciantes para a ocupação das 16 lojas do espaço situado entre as avenidas Jerônimo Monteiro e Princesa Isabel, que pode voltar a ser referência na região central como um polo gastronômico e cultural.
Revitalizado, o Mercado da Capixaba conta com 18 módulos com espaços que variam entre 23 e 103 metros quadrados (m²). Com a inauguração das atividades comerciais, 16 desses módulos serão voltados para itens de artesanato, livrarias, cafeterias, lanchonetes e produtos que remetem à cultura e à gastronomia do Espírito Santo e dois serão utilizados como módulos administrativos. Além disso, o pátio no espaço interno do local poderá receber eventos como exposições e shows. Com o funcionamento, a expectativa é de que o local seja capaz de gerar cerca de 200 empregos diretos e indiretos.
Como vai funcionar o mercado?
Veja como ficou o Mercado da Capixaba após as obras de revitalização
Entre as obrigações da empresa que assumiu a concessão, está a de manter metade dos estabelecimentos voltados à gastronomia abertos todos os dias, podendo haver alternância entre eles. Além disso, nos primeiros 90 dias, a concessionária deve garantir o funcionamento de metade do total dos módulos comerciais do mercado e, em até 180 dias, 80%.
Música ao vivo na área externa e eventos deverão ter alvará de autorização da prefeitura. A exigência tem o objetivo de garantir o cumprimento, por exemplo, dos limites de poluição sonora.
O que vai ter no Mercado da Capixaba?
- As lojas 01, 04, 05, 06, 07, 08, 09, 10 e 12 devem abrigar restaurantes, bares, choperias e cervejarias artesanais, lanchonetes, bistrôs, cafeterias, pastelarias e confeitarias;
- Para as lojas 02, 11, 13, 15 e 16, é sugerido: sorveteria, empório ou mercearia, boutique de carnes, comercialização no sistema varejista de produtos hortifrúti, laticínios, doces, salgados e assemelhados, bares, choperias e cervejaria artesanais, lanchonetes, bistrôs, cafeterias, pastelarias, confeitarias;
- Para os módulos 03 e 14, são esperadas lojas de artesanato — local e regional, como de panelas de barro —, galeria de arte, livraria ou sebo, souvenirs e floriculturas;
- Por fim, nas salas 01 e 02, que ficam no mezanino, são esperados: auditórios, salas de projeção, pubs ou bares temáticos, choperias e cervejarias artesanais, bistrôs, cafeterias, confeitarias e serviços financeiros;
O que não vai ter?
- venda de eletroeletrônicos;
- venda de artigos de celulares;
- comércio de veículos automotores;
- venda de móveis e utensílios para casa que não sejam artesanais;
- lojas de materiais de construção;
- venda de brinquedos industriais;
- lojas de informática e acessórios;
- serviços de telefonia e internet;
Construção histórica
Construído durante o governo de Florentino Avidos (1924-1928), o espaço surgiu como substituto do antigo mercado municipal que ocupava o mesmo local.
O edifício de dois andares desempenhou diferentes papéis ao longo do tempo. Inicialmente, no pavimento superior, abrigou o Hotel Avenida até a década de 1940. Na década de 1950, o hotel foi substituído pelo auditório da Rádio Club do Espírito Santo e, em 1983, se tornou patrimônio histórico do Centro de Vitória. Já em 1996, o edifício passou a ser sede da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo no segundo pavimento.
Mercado da Capixaba tem data para abrir