O incêndio no Parque Estadual Paulo César Vinha, em Guarapari, chegou ao 33º dia consecutivo nesta terça-feira (25). O fogo começou a consumir o parque no dia 22 de setembro. Desde então, quase metade do parque já foi queimado. Um mês após o início do fogo e um aumento considerável do volume de chuva, a avaliação do gerente do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Rodolpho Torezani, é que o incêndio está "quase extinto".
O Iema concluiu nesta terça (25) um levantamento que apontou a real dimensão da tragédia: o incêndio consumiu 37% do Parque Estadual Paulo César Vinha. As imagens do drone auxiliaram a equipe a chegar ao percentual. A estimativa inicial do próprio Iema era de 40% de destruição. A queima de 37% do parque é equivalente a 555 hectares de mata ou 5,5 km² dos 15 km² total da unidade de conservação.
As imagens aéreas usadas pela reportagem foram feitas pelo drone do Iema nesta terça (25). Apesar do cenário otimista, não é possível considerar que o fogo esteja extinto, o que requer um monitoramento diário. Justamente por isso, equipes do Iema e do Corpo de Bombeiros ainda trabalham no local. As áreas de turfa são os pontos de maior atenção.
" Está quase extinto, mas não podemos dizer que acabou. Praticamente não há fumaça, mas é necessário um monitoramento. Até pelo risco de voltar a queimar. O que temos agora é um trabalho de rescaldo. Em alguns pontos, apesar da chuva, ainda há queima de matéria orgânica, por isso a importância do trabalho manual
"
A ausência de chuva colaborou, na avaliação da equipe que trabalha no parque, para que o combate ficasse ainda mais difícil. Entre o sábado (22) e domingo (23), foram registrados 25mm de precipitação na região do parque, segundo Rodolpho Torezani, colaborando para que o incêndio chegue ao fim.
Incêndio atinge Parque Paulo César Vinha há 33 dias
Perguntado sobre um prazo para que o incêndio enfim seja extinto, o gerente do Iema afirmou que não é possível prever, mas já considera a volta da fauna e da flora no local. O monitoramento diário considera o risco de o parque voltar a queimar, mas também analisa a vegetação que volta a crescer em locais que sofreram com o fogo.
"Com o tempo, vamos ter mais espécies da fauna e da flora. Uma é consequência da outra", comenta o gerente do Iema.
CAUSA DO INCÊNDIO NO PARQUE AINDA É DESCONHECIDA
Nos primeiros dias do incêndio, o Corpo de Bombeiros informou que um laudo emitido em até 40 dias iria apontar a causa do incêndio. Demandado pela reportagem de A Gazeta nesta terça (25), a corporação informou que a perícia que apura as causas do incêndio está em andamento e não há detalhes que possam ser divulgados neste momento. "Devido à extensão da área afetada e a complexidade do acesso ao terreno, não há como prever um prazo para a conclusão da perícia", informou em nota.