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Prevenção

Metanol em bebidas: fiscalização em bares e distribuidoras do ES é reforçada

Delegacia do Consumidor e Procon intensificam ações em estabelecimentos para prevenir irregularidades que possam colocar em risco a saúde dos consumidores.

Publicado em 03 de Outubro de 2025 às 16:53

João Barbosa

Publicado em 

03 out 2025 às 16:53
Destilados, como uísque, são os produtos no alvo das investigações contra o metanol no Brasil
Destilados, como uísque, são produtos que estão no alvo das investigações Crédito: Luwadlin Bosman/Unsplash
Com os casos suspeitos de intoxicação por metanol em alta no país, a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e o Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) intensificaram a fiscalização em bares e distribuidoras de bebidas no Espírito Santo.
A Decon coletou amostras de uísque em pontos onde havia indícios de possível adulteração. No entanto, como a investigação ainda está em andamento, não foram divulgados detalhes sobre a localização das coletas. A Delegacia do Consumidor esclarece que, até o momento, não foram identificados sinais de contaminação por metanol no Espírito Santo.
Em conjunto com o Procon e com a colaboração do Sindicato dos Bares e Restaurantes do Espírito Santo (Sindbares), a ação da Decon também orienta a população a procurar por estabelecimentos formais e legalizados e a ter atenção à venda de bebidas alcoólicas com valores muito abaixo do mercado.
“É preciso ficar atento às fake news sobre o assunto, que só buscam espalhar o pânico, confundir a população e prejudicar os empreendedores. Em tempo, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes está realizando uma série de treinamentos on-line, gratuitos e com certificado, com orientações práticas para empreendedores serem hábeis a identificar bebidas falsificadas de produtos autênticos”, divulga o sindicato.
Já o Procon informa que a fiscalização à venda de bebidas tem o objetivo de prevenir irregularidades que possam colocar em risco a saúde dos consumidores.  
“O Procon possui rotina permanente de fiscalização em estabelecimentos que comercializam bebidas, incluindo fabricantes, distribuidores e pontos de venda direta, para garantir a qualidade e a segurança dos produtos comercializados no mercado capixaba", afirma o órgão.
O Procon-ES aponta sinais que podem indicar falsificação em bebidas.
  • Como identificar uma bebida adulterada:
  • Lacres quebrados, tampas violadas ou rótulos de má qualidade;
  • Informações borradas ou com erros ortográficos;
  • Ausência do selo fiscal/papel-moeda;
  • Preços muito abaixo do mercado;
  • Alterações de cor, cheiro ou sabor no consumo;
  • Falta do registro do Mapa no rótulo.
Além disso, recomenda-se não reutilizar garrafas: ao descartar, quebre ou inutilize a embalagem para evitar que falsificadores a reaproveitem. Uísque, gim, vodca e cachaça estão entre as bebidas mais falsificadas.
  • Recomendações aos comerciantes dadas pelo Procon:
  • Comprar apenas de fornecedores legalizados, sempre com nota fiscal;
  • Manter cadastro atualizado de fornecedores para garantir rastreabilidade;
  • Conferir rótulos, lacres e procedência dos lotes;
  • Guardar comprovantes, recibos e imagens de CFTV para eventual colaboração com as autoridades.
Além das ações em campo, o Procon destaca que consumidores podem fazer denúncias em caso de suspeita de bebidas adulteradas por meio do site www.procon.es.gov.br e do telefone 151.
Infográfico metanol | Agência Brasil
Crédito: Agência Brasil

ES teve último caso há 7 anos

Sem casos notificados em 2025, o Espírito Santo já contabilizou três mortes por contaminação por metanol no passado, a última delas há 7 anos.
O Laboratório de Toxicologia Forense da Polícia Científica do Estado (PCIES) identificou nos arquivos de exames periciais dois registros em 2016 e um em 2018. Não foram fornecidas informações adicionais sobre os casos, como a fonte da intoxicação e as cidades em que foram registrados.
O laboratório esclarece ainda que os exames confirmam apenas a presença da substância no organismo das vítimas. Os testes não permitem afirmar se a substância foi a causa das mortes nem se a contaminação teve origem em bebidas alcoólicas adulteradas.

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