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Rastro de destruição deixado por enchente ainda pode ser visto nas ruas de Mimoso do Sul, um mês após tragédia Fernando Madeira
Tragédia

Mimoso do Sul luta para se reerguer um mês após enchente que matou 18

Cidade na Região Sul do Espírito Santo foi devastada por fortes chuvas que deixaram casas e lojas debaixo d'água, em 22 de março deste ano. Estragos ainda são visíveis e recuperação é lenta

Vinicius Zagoto

Repórter

vzagoto@redegazeta.com.br

Publicado em 22 de Abril de 2024 às 08:02

Publicado em

22 abr 2024 às 08:02
Rastro de destruição deixado por enchente ainda pode ser visto nas ruas de Mimoso do Sul, um mês após tragédia Crédito: Fernando Madeira
Há exatamente um mês, em 22 de março de 2024, a Região Sul do Espírito Santo foi atingida por fortes chuvas, que deixaram algumas cidades debaixo d'água e um saldo de 20 mortes, 18 delas apenas em Mimoso do Sul. O município, que teve centenas de casas e lojas invadidas pela força das águas, foi o que mais sofreu as consequências do temporal e, até hoje, luta para se recuperar da tragédia. 
A Gazeta voltou à cidade e vai publicar ao longo da semana série de reportagens sobre a luta para a recuperação. O vídeo acima mostra o esforço de moradores e comerciantes para limpar ruas, reconstruir imóveis, reabrir as portas. E para lidar com o luto. Os estragos causados pela chuva ainda são visíveis, com muita lama, escombros e entulhos por todos os lados. Mas também fica claro o desejo de todos de reerguer a cidade. 
"Hoje já está dando para respirar, já está mais aliviado. A gente está começando a organizar", conta Maria José Narduci, com quem a reportagem se reencontrou nesta nova visita a Mimoso do Sul. Há um mês, ela teve a casa invadida pela água até o teto. "Agradeço a Deus a todo momento que nós estamos vivos, porque muitas vidas foram embora", diz. 
Alguns moradores conseguiram limpar suas casas, mas o cenário ainda é de destruição. A maioria do comércio perdeu todas as mercadorias e está de portas fechadas e, em duas igrejas do município, a lama nem sequer foi retirada. Os restaurantes da cidade ainda não voltaram a funcionar. 
"Isso aqui estava tudo revirado; a água chegou até a metade do segundo andar", conta Roseli Macedo, atendente de uma das poucas padarias que estão abertas, mesmo assim precariamente, com a maior parte das prateleiras vazias. 

A tragédia

Uma nova medição dias após a tragédia em Mimoso do Sul aponta que a cidade pode ter recebido impressionantes 600 milímetros de chuva em um curto intervalo de tempo, entre a noite do dia 22 e a manhã de 23 de março. 
Entre as 18 pessoas que morreram na cidade, cinco delas estavam em um abrigo para pessoas com deficiência física, onde a água chegou ao segundo andar. As vítimas mais jovens são Heloisa Cornélio Pastor, de 7 anos, e Leonardo Fernandes Medeiros de Souza, de 6 anos, ambos soterrados em suas casas no distrito de Conceição do Muqui, na zona rural do município. 

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