Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Violência nas vias

Mortes no trânsito crescem e fazem ES ter dois casos por dia

Painel do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) mostra que óbitos aumentaram quase 10% no 1° semestre de 2022 em relação a 2021;  mortes por capotamento foram as principais causas do avanço

Publicado em 19 de Agosto de 2022 às 07:31

Vinicius Zagoto

Publicado em 

19 ago 2022 às 07:31
De janeiro a junho deste ano, o Espírito Santo registrou 390 mortes em acidentes de trânsito, o equivalente a dois óbitos por dia. Dados do Instituto Jones dos Santos  Neves (IJSN) apontam que o número de registros é 9,5% maior que o do mesmo período de 2021. Houve crescimento nos três segmentos catalogados pelo órgão: atropelamento, colisão e capotamento.
Desses três, o que teve o maior percentual de crescimento foi o de óbitos por capotamento, com 37,5% de alta. No primeiro semestre de 2022, o Estado registrou 77 mortes ocorridas nesse tipo de acidente, contra 56 no ano passado.
O município da Serra aparece como a cidade com mais vítimas de capotamento no território capixaba: 7 no total. Linhares (5) vem na sequência, seguida por Alfredo Chaves (4), Nova Venécia (4) e Baixo Guandu (3).
Já os atropelamentos passaram de 56, de 1º de janeiro a 30 de junho de 2021, para 68 no mesmo período de 2022 – um crescimento de 21,4%. Serra também é a cidade com mais vítimas desse tipo de ocorrência (9). Em seguida, aparecem Vitória (8), Vila Velha (6), Cariacica (4) e São Mateus (4).
Por fim, houve 245 mortes em colisões neste ano, uma a mais em relação ao mesmo período de 2021 - aumento de 0,4%. Os cinco  municípios com mais vítimas são Serra, com 23; Cachoeiro de Itapemirim, com 17; Vitória, com 12; Vila Velha, com 11; e Linhares, com 10.
Em relação ao perfil, a maioria das vítimas de atropelamentos, colisões e capotamentos são do sexo masculino, com idades entre 30 a 59 anos. 

ESTRUTURA VIÁRIA E EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO 

Para o advogado criminalista Rodrigo Horta, um dos fatores que influenciam nas mortes registradas nas vias capixabas é a condição das rodovias que cortam o Estado, como a BR 101, que enfrenta um impasse com a devolução da concessão feita pela Eco101
"A engenharia de trânsito é um dos pilares para evitar acidentes. Uma rodovia bem pavimentada, uma estrada bem sinalizada", destaca. 
O especialista ainda chama a atenção para a importância de aliar um bom sistema viário com a educação dos motoristas. "O acidente ocorre porque o sistema viário falhou. Vem de uma falha do sistema viário, o motorista tem que, frequentemente, ser educado. Quando a carteira é suspensa ou cassada, tem que fazer um curso de reciclagem."
O advogado avalia, por fim, que quando há necessidade de medidas legais é porque os sistemas educacional e viário falharam. 

CONSUMO DE ÁLCOOL

Na avaliação do advogado especialista em trânsito João Luiz Guerra Júnior, o crescimento nas mortes em 2022 pode ter relação com a volta da circulação das pessoas em meio ao cenário menos restritivo da pandemia. No entanto, ele destaca haver também uma sensação de impunidade entre os motoristas que bebem antes de dirigir.
“As pessoas começaram a sair mais de carro. Os motoristas hoje ainda continuam bebendo e dirigindo. Há uma sensação daeimpunidade, de que nunca serão parados em uma blitz ou que vão dirigir e nada vai acontecer. É necessário ampliar a fiscalização. Precisa de mais campanhas, educação no trânsito, desde a escola até a faculdade”, avalia.
"Existem muitos aplicativos que mostram onde vai haver blitz ou não. Você não pode estar preocupado só com a blitz, tem que pensar na vida humana "
João Luiz Guerra Junior - Advogado especialista em trânsito

LEGISLAÇÃO 

O advogado João Luiz Guerra Júnior faz,  por fim, um paralelo entre a percepção que alguns motoristas têm sobre a legislação e a sensação de impunidade. “Se o cara parou na blitz, ele vai poder se defender tanto da multa aplicada como da suspensão. Todo o processo entre a multa e a suspensão da possibilidade de dirigir demora, no mínimo, cinco anos. Então, durante esse tempo, ele pode continuar dirigindo”, finaliza. 

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
O 'Super El Niño' está chegando?
Segundo a prefeitura, foram feitos testes visuais e também o teste de medida padrão de 20 litros em todos os bicos de abastecimento
Posto de combustíveis de Cachoeiro é autuado pelo Procon por irregularidade em bomba
Carreta cai em ribanceira em Cariacica
Carreta cai em ribanceira e complica trânsito no Contorno em Cariacica

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados