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Caso Kauã e Joaquim

MP critica advogados de pastor: 'Processo vai ficar aguardando a defesa?'

Defesa de Georgeval Alves alegou insegurança e parcialidade do júri antes de abandonar o plenário, na manhã desta segunda-feira (3), adiando o julgamento

Publicado em 03 de Abril de 2023 às 13:30

Natalia Bourguignon

Publicado em 

03 abr 2023 às 13:30
O Ministério Público do Espírito Santo não poupou críticas à postura dos advogados do pastor Georgeval Alves Gonçalves por terem abandonado o júri, que estava marcado para acontecer às 9h desta segunda-feira (3). Dessa forma, o julgamento do acusado de matar os irmãos Kauã, 6 anos, e Joaquim, 3 anos, terá que acontecer em outro momento.
"Não houve determinação judicial para suspender o julgamento, todos estão presentes. Se possuem procuração para atuar no plenário e assim não fazem, evidentemente abandonaram o processo. Ou o processo vai ficar no escaninho aguardando o bel-prazer da defesa falar que está preparada para o julgamento?", questionou o promotor de Justiça Claudeval França Quintiliano.
Kauã e Joaquim: Claudeval França Quintiliano, promotor de Justiça, no primeiro dia de julgamento de Georgeval
Claudeval França Quintiliano, promotor de Justiça do caso Kauã e Joaquim Crédito: Carlos Alberto Silva
A defesa de Georgeval, comandada pelo advogado Pedro Ramos, alegou que ele e sua família têm sofrido ameaças, assim como o pastor Georgeval, e que temia que algum ato de violência pudesse ser praticado em Linhares. Dessa forma, pediu ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo que fosse trocado o local do Júri, o que foi negado. O requerimento também foi feito ao Superior Tribunal de Justiça (TSJ), ainda sem decisão proferida.
Ramos afirma ainda que o corpo de jurados linharense está "contaminado", pois alguns deles teriam feito comentários em redes sociais sobre o caso na época do incêndio.
O promotor do Ministério Público, em manifestação após a defesa ter anunciado que abandonaria o júri, destacou que eventuais manifestações em redes sociais não são elementos suficientes para que o júri seja desaforado, ou seja, mude de cidade.
"Nunca é demais lembrar que eventuais manifestações, sejam em redes sociais ou mesmo através dos veículos de comunicação, não são motivos suficientes para desaforar o julgamento. Daí a razão pela qual agora vem alegar suposta intranquilidade. Estamos há mais de três horas neste plenário e não visualizamos, ainda que minimamente, qualquer pessoa buscando agredir os profissionais que fazem parte da defesa", afirmou.
O Ministério Público do Espírito Santo pediu, ainda durante manifestação, que o júri popular de Georgeval seja remarcado e que novo advogado dativo seja designado para o pastor.
"Diante do exposto, requer que seja redesignada a sessão do julgamento nomeando o defensor dativo, até em respeito à sociedade, família e instituições. Não cabe à defesa escolher o dia ou a hora do julgamento, mas vossa excelência (juiz), o que temos certeza que o fará. Enquanto isso, iremos nos debruçar mais ainda no processo, para que o churrasqueiro (Georgeval) seja condenado daqui pela sociedade", finalizou o promotor Claudeval França Quintiliano.
MP critica advogados de pastor - Processo vai ficar aguardando a defesa?

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