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Elas no comando

Mulheres se especializam e assumem volante de tratores em Colatina

Quinze mulheres fizeram curso de operação e manutenção de tratores agrícolas. Capacitação é gratuita e exclusivo para o público feminino

Publicado em 28 de Abril de 2022 às 14:22

Viviane Maciel

Publicado em 

28 abr 2022 às 14:22
Mulheres se especializam e assumem volante de tratores em Colatina
Eliza Rodrigues Barros foi uma das alunas do curso de "operação e manutenção de tratores agrícolas". Crédito: Wando Fagundes
Cada vez ocupando mais espaços no meio rural, as mulheres não querem somente estarem à frente das propriedades, mas também no trabalho pesado do dia a dia. Em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, 15 mulheres estão assumindo o volante de máquinas grandes após se formarem no curso de "operação e manutenção de tratores agrícolas", oferecido pela Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), gratuito e exclusivo para o público feminino.
Acostumada a dirigir carros menores, a engenheira agrônoma Eliza Rodrigues Barros conta para o repórter Alessandro Bacheti, da TV Gazeta Noroeste, que o curso foi desafiador. 
“O trator é bem mais pesado, então tem que ter um cuidado maior. Ao mesmo tempo, também é mais fácil porque você consegue sentir melhor por onde ele vai passar e sentir o peso dele. É diferente, mas achei o trator bem melhor para dirigir”, relata, bem humorada.
Mulheres se especializam e assumem volante de tratores em Colatina
Engenheira agrônoma Eliza Rodrigues Barros dirigindo um trator ao lado do instrutor Helder Peixoto Crédito: Wando Fagundes
Parte do Programa “Elas no Campo e na Pesca”, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes) de Itapina, o curso é destinado a mulheres do campo e estudantes do instituto. Foram cinco dias de treinamento, de 1º a 9 de abril deste ano, entre aulas teóricas e práticas onde as mulheres aprenderam a operar as máquinas e também a fazer manutenção.
Natalia Fienni também é engenheira agrônoma e acredita que saber operar um trator é indispensável para as mulheres que trabalham no campo. “É essencial saber de tudo um pouco, de manusear, fazer a manutenção, até ensinar alguém, se precisar”. A engenheira afirma que, com capacitação, as mulheres vêm ocupando essa área.
"É uma área dominada pelos homens, mas é um tabu que está sendo quebrado de que mulheres também podem aprender e ocupar esse espaço."
Natalia Fienni - Engenheira agrônoma
Mulheres se especializam e assumem volante de tratores em Colatina
Natalia Fienni é engenheira agrônoma e também se capacitou fazendo o curso Crédito: Wando Fagundes
Para a engenheira agrônoma e filha de produtores rurais Ariana Magnago, o curso também é uma oportunidade de ajudar os pais. “E moro na roça. Meus pais têm uma propriedade, para mim esse é mais uma forma de ajudar eles no trabalho no campo. Arar a terra, calcário, pulverizar com a máquina. É mais uma opção de trabalho também”, afirma.
Mulheres se especializam e assumem volante de tratores em Colatina
Engenheira agrônoma e filha de produtores rurais, Ariana Magnago, espera mais oportunidades com a formação Crédito: Wando Fagundes
Para Helder Peixoto, o instrutor que dá as aulas para as mulheres, a demanda tem sido cada vez maior por mulheres no mercado de trabalho. “Elas saem certificadas para operar a máquina agrícola em qualquer parte do território nacional. Elas aprendem a manutenção de todos os componentes do trator, além da operação. A demanda por mulheres nessa área tem sido grande no Centro-Oeste”, explica.
Helder também afirma não haver diferença entre o ensino de homem e mulheres, elas aprendem rápido. “Não tem diferença entre homens e mulheres. O método de ensino é o mesmo, e o aproveitamento que elas têm também é o mesmo”, diz.
Mulheres se especializam e assumem volante de tratores em Colatina
Helder Peixoto, o instrutor do curso, junto com as alunas. Crédito: Wando Fagundes
Inicialmente, foram 15 vagas ofertadas, mas a procura foi maior que o esperado, segundo a organização do programa. Outras 20 mulheres estão na fila de espera para o próximo curso, que ainda não tem data prevista para começar. 

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