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Monitoramento de agressores

No 'Encontro', chefe da Guarda de Vila Velha defende medidas contra o feminicídio

Landa Marques falou sobre o assssinato da comandanteda Guarda de Vitória, Dayse Barbosa Mattos, morta pelo namorado nesta semana

Publicado em 25 de Março de 2026 às 12:17

Sara Oliveira

Publicado em 

25 mar 2026 às 12:17
Caso Dayse: No
Comandante da Guarda de Vila Velha em entrevista no programa Encontro, na TV Globo Crédito: Reprodução/TV Gazeta
A comandante da Guarda de Vila Velha, Landa Marques, participou ao vivo do programa “Encontro com Patrícia Poeta”, da TV Globo, na manhã desta quarta-feira (25), para falar sobre a morte da colega de farda Dayse Barbosa Mattos, que comandava a Guarda de Vitória. Ela
Dayse foi assassinada pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que tirou a própria vida em seguida, na madrugada da última segunda-feira (23). O crime ocorreu na casa da vítima, no bairro Mário Cypreste, em Vitória, e causou grande comoção em todo o país. Durante a entrevista à apresentadora Patrícia Poeta, Landa defendeu a adoção de medidas mais rigorosas no combate ao feminicídio, como o monitoramento de agressores com o uso de tornozeleiras eletrônicas.
Nós precisamos deixar os agressores desconfortáveis. Precisamos controlá-los, utilizar inteligência artificial, videomonitoramento, reconhecimento facial e criar um polígono de segurança para essas mulheres. Assim, quando houver o descumprimento de medida protetiva, nossas centrais sejam imediatamente acionadas. Precisamos estar um passo à frente deles
Landa Marques - Comandante da Guarda de Vila Velha
Para a comandante, é necessário investir em ações concretas para enfrentar a violência contra a mulher. “O discurso é lindo, mas precisamos de atitudes. Esta é a oportunidade de sairmos da fala e realmente agir. Conversamos no dia seguinte sobre o que podemos fazer para mudar e melhorar a integração. Que isso seja um motivo para união e para fazermos algo diferente do que já foi feito”, destacou.
Landa também relatou o impacto emocional da perda da colega. “O sentimento é de derrota, porque não conseguimos salvá-la. Mais uma mulher. Uma mulher que tinha todas as condições de ser salva. É um sentimento de impotência”, desabafou.
Durante a participação, ela ressaltou ainda a importância da presença feminina em cargos de liderança na segurança pública. “Queremos lutar para que mais mulheres ocupem esses espaços e sejam força junto com a gente, protegendo outras mulheres. Há muitas mulheres precisando ser salvas neste momento”, concluiu.

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