Com a segunda fase de expansão, o Estado deve ofertar 900 leitos de UTI para a Covid-19 até o fim de abril. Nesta quarta-feira, 580 pacientes estavam internados com sintomas graves da doença.
Ainda assim, se o índice chegar a 81% crescem as chances dos municípios serem classificados como de risco moderado ou alto para a transmissão da Covid-19. Ou seja, de voltarem a conviver com restrições mais rígidas em atividades socioeconômicas, definidas pela matriz de risco estadual.
No último pronunciamento, o secretário da Saúde, Nésio Fernandes, adiantou que as regras estabelecidas no final do ano passado podem sofrer mudanças nas próximas semanas, a fim de tentar conter o avanço da pandemia. A expectativa é que o 48º mapa de risco seja divulgado nesta sexta-feira (12).
Desde que o Espírito Santo tem ofertado
ajuda a pacientes de outros Estados do Brasil, as autoridades deixaram claro que esse ato não geraria prejuízo aos capixabas e estabeleceram que a ocupação de 80% das UTIs serviria como parâmetro para interromper tal assistência.
Apesar de ter atingido a marca de 80% nesta quarta-feira (10), a Sesa explicou que é necessário que o índice de ocupação se mantenha "em um comportamento sustentado" para que então alguma decisão sobre as transferências de pacientes de outros Estados seja tomada. A pasta, no entanto, não esclareceu quantos dias com a taxa neste nível seriam necessários para que houvesse a interrupção.
Ainda de acordo com a Sesa, o Espírito Santo recebeu mais um paciente de
Santa Catarina nessa terça-feira (9), totalizando cinco pacientes". Até o momento, já foram disponibilizados 81 leitos de UTI para o recebimento de pacientes de outros Estados, incluindo também os de
Amazonas e
Rondônia, em uma rede de solidariedade em meio à crise sanitária que atinge boa parte do país.
A direção do hospital informou que foram admitidos 15 pacientes ao longo do dia. "Todos, após chegarem ao hospital, são cadastrados e classificados antes de serem encaminhados para os leitos, o que faz parte da rotina de transferência", esclareceu. A gestão ainda afirmou que "como a admissão dos pacientes não ocorre com hora marcada, pode haver coincidência da chegada de mais de uma ambulância no mesmo horário", mas que "mesmo dentro da ambulância, os pacientes continuam sendo assistidos por profissionais".