Ao confirmar a transmissão comunitária da variante Ômicron no Espírito Santo, o governo do Estado reforçou algumas recomendações e voltou a mencionar possíveis mudanças nas medidas restritivas da matriz de risco já nos próximos dias. Em um vídeo divulgado nesta quarta-feira (22), o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, recomendou que as festas de Réveillon sejam suspensas e que não haja queima de fogos de artifício nas praias — como costumeiramente acontece de Norte a Sul do Estado nesta época do ano. Veja:
"Recomendamos a suspensão das festas de Ano Novo, as queimas de fogos e grandes aglomerações. Ainda existem dúvidas sobre a variante Ômicron que não permitem renunciar à prudência e às medidas protetivas"
Há cerca de duas semanas, ele havia mencionado a possibilidade de endurecimento nas regras para atividades sociais e econômicas a fim de conter o avanço da cepa — que, até então, não havia sido confirmada no Estado. Quais serão essas mudanças, porém, não foram esclarecidas.
Em relação ao Ano Novo, o governador Renato Casagrande também já tinha recomendado a não realização a queima de fogos de artifício aos municípios. No final de novembro, ele afirmou que o espetáculo costuma gerar aglomeração e, assim, pode aumentar a transmissão da Covid-19.
"O Natal e o Réveillon terão que ser diferentes. É preciso as pessoas pensarem, tanto os gestores quanto os cidadãos. Não está proibido se divertir, mas tem que ser com responsabilidade e seguindo os protocolos"
Apesar das orientações, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) deu autonomia para os municípios decidirem sobre as festas de final de ano. Na Grande Vitória, por exemplo, os eventos públicos nas praias estão mantidos em Vila Velha, Serra e Cariacica. Já na Capital, o Réveillon foi cancelado.
Entretanto, isso não significa que não haverá festas particulares em Vitória. Vários estabelecimentos anunciaram as programações com shows ao vivo e queima de fogos. Alguns eventos na Região Metropolitana terão a presença de atrações nacionais, como os cantores Léo Santana e Felipe Araújo.
ÔMICRON: ENTENDA OS RISCOS
A variante Ômicron foi identificada pela primeira vez em Botsuana, país do Sul da África. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), essa nova cepa do coronavírus tem risco de ser mais transmissível que a original, embora ainda não se tenha certeza sobre a gravidade da infecção.
Estudos estão sendo realizados para determinar a eficácia das vacinas contra ela. "Acredita-se que as vacinas atuais devem proteger contra doenças graves, hospitalizações e mortes devido à infecção pela variante", afirmou o órgão, no último aviso emitido sobre a Ômicron, no início deste mês.
"Até que saibamos mais sobre ela, é importante usarmos todas as ferramentas disponíveis para a proteção individual e coletiva. Reafirmamos a importância da vacinação e da utilização de medidas como uso de máscara, distanciamento social e higienização das mãos", concluiu a Anvisa.