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Investigação

Os detalhes da fraude milionária em indenizações no caso da lama no Rio Doce

Operação dos Ministérios Públicos de Minas e ES investiga pessoas que falsificam documentos e moradias em cidades atingidas pela lama a fim de serem indenizados indevidamente

Publicado em 31 de Janeiro de 2025 às 16:16

Wilson Rodrigues

Publicado em 

31 jan 2025 às 16:16
Rio Doce em Colatina
Rio Doce, em Colatina, uma das cidades afetadas pelo desastre da lama Crédito: Wilson Rodrigues
O Ministério Público vem desdobrando, em fases, uma operação denominada "Abutres II", que investiga fraudes em pedidos de indenização relacionados ao rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG), que gerou um tsunami de lama no Rio Doce, afetando milhares de pessoas que dependem do rio em cidades mineiras e capixabas. O MPES aponta a suspeita de um rombo milionário na extinta Fundação Renova, criada para indenizar as vítimas, e um "modus operandi" específico, que é o foco das investigações.
Em resumo, segundo o MPES, o objetivo dos envolvidos foi simular residência em áreas atingidas pela maior tragédia ambiental do país, que resultou em perda de vidas, destruição de comunidades e plantações, poluição de cursos d’água e deixou um rastro de devastação em toda a bacia do Rio Doce, chegando até o oceano Atlântico.

'Prejuízo milionário', diz MPES

Em nota, o MPES informou que "as investigações seguem sob total sigilo, sendo que até o momento já foi identificado um prejuízo milionário aos cofres da Fundação Renova, causado pelas fraudes".
Os detalhes da fraude milionária em indenizações no caso da lama no Rio Doce
Em dezembro de 2024, o Ministério Público (MPES) ofereceu denúncia contra cinco suspeitos de envolvimento nas fraudes. Devido ao sigilio do processo, o nome dos alvos ainda não foram divulgados, e a investigação segue em andamento. 

Extinção da Renova 

Em outubro de 2024, um novo acordo bilionário foi firmado para reparar os danos causados pelo rompimento de uma barragem em Mariana (MG). O acordo estabeleceu um novo modelo de governança dos recursos e determinou, simultaneamente, a extinção da Fundação Renova, criada em 2016 para gerir o processo de reparação.

Pente-fino 

A reportagem apurou que a investigação foca em uma extensa lista de beneficiários de indenizações relacionadas ao desastre do Rio Doce. Por isso, novas fases da operação, iniciada em 2023, são constantemente deflagradas. A cada etapa, com a execução de mandados de busca e apreensão, novos elementos de prova são anexados ao processo, e mais pessoas passam a ser investigadas.

Buscas

Na quinta-feira (30), uma nova fase da Operação Abutres II foi deflagrada em Baixo Guandu, no Espírito Santo, e Aimorés, em Minas Gerais, para cumprir mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. A ação faz parte da ampla investigação sobre fraudes milionárias em pedidos de indenização relacionados à Fundação Renova.

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