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Decisão judicial

Padre do ES é investigado por suspeita de desvio de dízimos; Justiça mantém inquérito

Religioso nega que tenha desviado dinheiro de fiéis

Publicado em 24 de Julho de 2026 às 17:02

Tiago Alencar

Publicado em 

24 jul 2026 às 17:02
Decisão firmada pelo STF é voltada para facilitar o acesso dos cidadãos à Justiça
 Decisão da Justiça determina prosseguimento das investigações Tsarenko/Freepik

Atualização

25/07/2026

 O texto foi atualizado com a nota da Polícia Civil sobre a situação atual do inquérito.

Um padre do Espírito Santo é investigado por suspeita de participação em um esquema de desvio de recursos provenientes dos dízimos de uma igreja. A Justiça negou um pedido de habeas corpus apresentado pelo defesa do religioso e manteve o andamento do inquérito policial que investiga o caso. A reportagem teve acesso à decisão judicial.

 

Ainda na decisão, com assinatura disponibilizada parcialmente em 9 de julho, o magistrado recomendou à Polícia Civil que concluísse as diligências e apresentasse o relatório final com celeridade.


 A Gazeta optou por preservar a identidade dos investigados e o município onde os fatos são apurados, pois ainda não foi oferecida denúncia pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES).


Em nota enviada à reportagem, a Polícia Civil informou que o inquérito policial, presidido pela Delegacia de Polícia no município  foi concluído em 24 de março de 2026 e encaminhado ao MPES no dia seguinte.


"Em razão da natureza e da extensão dos fatos investigados, foi necessária uma análise minuciosa dos elementos probatórios, o que demandou maior tempo para a conclusão do procedimento. Após a conclusão das diligências e a análise de todo o conjunto probatório, o inquérito foi finalizado e encaminhado ao Ministério Público para as providências cabíveis, não havendo pendências quanto à atuação da Polícia Civil no âmbito da investigação", disse a Polícia Civil.


 O Ministério Público, por sua vez, somente confirmou que o caso é tratado em sigilo.


Não foi possível localizar os advogados do suspeito, mesmo mediante consulta na base de dados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O espaço segue aberto para eventuais esclarecimentos.

Ex-funcionário teria confessado desvio de dinheiro de fiéis

Segundo os autos, a investigação começou após suspeitas de desvios de valores provenientes dos dízimos da igreja. Durante o inquérito, um ex-funcionário confessou participação nos furtos e afirmou à Polícia Civil que o padre teria colaborado com o esquema, inclusive liberando acesso ao local em que o dinheiro era depositado. O religioso nega qualquer envolvimento.


No pedido à Justiça, a defesa alegou que o inquérito se estende desde 2022 sem conclusão e sustentou que não existem provas suficientes para justificar a continuidade da investigação, afirmando que a suspeita se baseia apenas no depoimento do ex-funcionário.


Ao analisar o caso, o juiz entendeu que o depoimento do investigado que confessou os furtos representa, neste momento, um indício suficiente para manter a investigação em andamento. O magistrado ressaltou que a verificação da veracidade dessa versão depende da análise aprofundada das provas, o que não pode ser feito por meio do habeas corpus apresentado pela defesa do suspeito.


Embora tenha mantido o inquérito, o juiz observou que a investigação já dura mais de três anos e recomendou que a Polícia Civil conclua as diligências pendentes e encaminhe o relatório final ao Ministério Público, que decidirá se apresenta denúncia à Justiça ou pede o arquivamento do caso.

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