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Fernando Madeira/Arte Geraldo Neto
Disposição e amor

Papais Noéis da vida real: história de quem espalha bondade o ano inteiro no ES

Boas ações ajudam pessoas em situação de rua, animais vítimas de maus-tratos e crianças de famílias sem condição financeira, por exemplo, para comprar um brinquedo no aniversário

Alberto Borém

Estagiário

abgoncalves@redegazeta.com.br

Publicado em 23 de Dezembro de 2022 às 10:13

Publicado em

23 dez 2022 às 10:13
Papais Noéis da vida real: história de quem espalha bondade o ano inteiro no ES
 Marina Cunico, Fabiano Fiuza e Marina Mello espalham bondade o ano todo Crédito: Fernando Madeira/Arte Geraldo Neto
O que três pessoas de realidades e origens diferentes podem ter em comum? Nem todos são capixabas, mas todos moram no Espírito Santo e promovem, de alguma maneira, o bem do outro. Seguindo a máxima de gentileza gera gentileza, esses três personagens dão uma aula de voluntarismo. Durante todo o ano, eles espalham bondade.
O bem afeta pessoas em situação de rua, animais vítimas de maus-tratos e crianças de famílias sem condição financeira, por exemplo, para comprar um brinquedo no aniversário. É como se eles fossem Papais Noéis da vida real.
Não vestem a roupa vermelha, também não colocam os presentes em sacos, tampouco andam de trenó. Eles gastam a sola de sapato e se colocam à disposição dos grupos que mais precisam.
A Gazeta conversou com três Papais Noéis da vida real. Em vídeo, eles contam mais sobre a atuação e o que sentem quando ajudam o próximo. Todos reforçam o trabalho coletivo e a importância da gentileza. 

Adolescente se envolve em trabalho voluntário e ajuda crianças

Com apenas 16 anos, a estudante Marina Cunico lidera grupos de voluntários e tem uma década de histórias para contar. A adolescente faz da casa da mãe, em Vitória, um lugar de arrecadação de roupas e brinquedos. Anualmente, ela organiza a "Lojinha da Marina", evento beneficente em que crianças fazem atividades esportivas e educacionais e têm oportunidade de ganhar roupas e brinquedos novos.
Marina começou a atuar em projetos sociais aos 6 anos de idade, quando trocou uma festa de aniversário por um evento beneficente pago pela família.
"Quando a gente doa uma roupa ou um brinquedo, a criança vai ficar muito feliz. Para quem não tem nada, um pouquinho já é muito. Para elas, é uma outra realidade, muito diferente"
Marina Cunico - Estudante de 16 anos
Marina Cunico, de 16 anos, é voluntária em projetos sociais
Marina Cunico, de 16 anos, é voluntária em projetos sociais Crédito: Fernando Madeira
Marina fala com alegria nos olhos sobre os projetos nos quais atua. Desde a arrecadação de brinquedos até o recolhimento de lixo nas praias, a pouca idade não impede que ela esteja na linha de frente do trabalho voluntário.
“É muita confiança que as pessoas têm de transformar a gente em ponte. Eu sou uma ponte de pessoas. Reúno os materiais e doo para quem não tem. Eu acho que a gente parece uma oficina do Papai Noel, mas o ano inteiro. Todo ano a gente ajuda com alguma coisa. E durante o ano são várias ações diferentes”, afirma.

Como colaborar com Marina Cunico

Procure por @marinacunico no Instagram. A adolescente recebe doações em casa. Roupas, brinquedos, materiais de higiene, maquiagem e sapatos podem ser doados para quem necessita.

Bióloga cuida de cães e gatos resgatados nas ruas

Marina Mello, bióloga, cuida de animais resgatados
Marina Mello, bióloga, cuida de animais resgatados Crédito: Fernando Madeira
Por ser bióloga, a área de atuação naturalmente levou Marina Mello, de 30 anos, ao grupo do Patinhas Carentes. O envolvimento com o projeto, no entanto, é recheado de emoção e maior do que ela imaginava no começo da trajetória, há 8 anos. Ela começou com uma ajuda semanal e hoje é uma das líderes do grupo.
Nas redes sociais, espaço onde o Patinhas Carentes acumula mais de 45 mil seguidores, a organização não governamental dá o recado: "Buscamos fazer do abrigo um recomeço para animais resgatados". Essa é a tarefa de Marina Mello, que recebeu A Gazeta no abrigo do Patinhas.
"Cada processo do animal é único, cada animal tem a sua história. Cada resgate é muito difícil, porque precisamos ter o custo para despesa em caixa, mas precisamos também ter o espaço para abrigar o animal. Às vezes, o animal está muito debilitado, é assim que a gente resgata. Seja por doença, machucado ou desnutrição"
Marina Mello - Bióloga integrante do Patinhas Carentes
Os voluntários são organizados em grupos de mensagens, onde as pessoas se manifestam sobre itens disponíveis para doação, interesse em adotar pets, além das tradicionais feirinhas, que são promovidas pelo Patinhas e oferecem produtos da marca, como camisas.

Como ajudar o Patinhas Carentes

O Patinhas Carentes recebe doações financeiras e em formato de produtos de higiene. Luvas cirúrgicas, ração, caixas de transporte e itens que colaboram para a saúde dos animais são sempre bem-vindos. Há ainda opção de se tornar um assinante mensal da organização, colaborando em dinheiro. Procure @patinhascarentes no Instagram, onde há outras formas de contato.

Médico veterinário se doa para o bem de pessoas em situação de rua

Papai Noel o ano inteiro: Fabiano Fiuza está no Kombi Fraterna há quase seis anos
Fabiano Fiuza está no Kombi Fraterna há quase seis anos Crédito: Fernando Madeira
A sexta-feira à noite é de compromisso para um médico veterinário que nasceu em Minas Gerais, mas está há 20 anos no Espírito Santo. Fabiano Fiuza, de 47 anos, veio a trabalho, mas tem promovido o bem para pessoas em situação de rua com alimentos, água, café, cobertores, mas, sobretudo, atenção para quem não tem condições mínimas.
Às 20h, o grupo se reúne na sede do Kombi Fraterna, no Bairro República, em Vitória. A organização nasceu dentro de um Centro Espírita, mas se espalhou e mobiliza pessoas de várias religiões. O grupo é formado por dezenas de voluntários que se revezam semanalmente.
Kombi Fraterna sai às sextas-feiras pelas ruas de Vitória
Kombi Fraterna sai às sextas-feiras pelas ruas de Vitória Crédito: Fernando Madeira
"Estar aqui é um propósito de levar amor e trazer amor, é enxergar um ser humano que muitas vezes vive no limite da existência. A impressão de quem chega aqui é de ajudar, mas no fim você mesmo é ajudado"
Fabiano Fiuza - Médico veterinário e integrante do Kombi Fraterna
Desde que Fabiano chegou ao grupo, há quase seis anos, o grupo não se encontrou apenas em uma oportunidade: em uma sexta-feira em meio à greve da Polícia Militar no Estado, em 2017.
“Às vezes, a troca de um olhar pode significar muito para aquela pessoa em situação de rua. O convite é para que as pessoas ouçam as ruas. Converse, pergunte a necessidade. Acho que a nossa sociedade precisa valorizar as trocas. É com as trocas que a gente se transforma para melhor”, comenta.

Como ajudar o Kombi Fraterna

Procure @kombifraternaoficial no Instagram. A organização recebe doações financeiras e no formato de comidas, cobertores e roupas. O que não é tão útil para você pode ser muito importante para o outro.

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