A discussão envolve os responsáveis pelo Parque Cultural, o governador
Renato Casagrande (PSB) e primeira-dama de Estado, Maria Virgínia Casagrande.
"A gente tem trabalhado em torno de um projeto para termos uma sala expositiva. É uma grande demanda que a gente tem por conta de alguns tipos de materiais, de obras que não podem ficar ao ar livre. Hoje, a gente tem 33 obras lá, todas ao ar livre. A gente está fazendo um estudo para encontrar uma área, uma sala, onde consiga ter exposições, receber itinerâncias de exposições e abrir mais uma frente nessa programação do parque, que tem tanta coisa, show, cinema, gastronomia, feira literária", declarou Noronha.
Segundo o secretário, o espaço deve ser menor que a área de exposições do Palácio Anchieta, que hoje é a maior do Estado, com cerca de 570 metros quadrados. "É um espaço menor, uma parte da casa, uma sala onde a gente vai adaptar para receber exposições."
"A gente tem uma demanda muito grande por espaços culturais. A gente tem investido muito em fomento à cultura, financiado exposições, shows, filmes e isso está criando uma demanda. Hoje a gente tem Teatro Carlos Gomes em reforma, o Cais das Artes na reta final das obras, uma pressão muito grande na agenda do Sônia Cabral, na agenda da Galeria Homero Massena, do Maes (Museu de Arte do Espírito Santo), do próprio Palácio Anchieta, acho que um pouco por conta dessa visibilidade que o Espírito Santo tem ganhado nos últimos anos, muitos convites para itinerâncias, exposições de outros lugares, e no caso específico do parque, abre uma nova frente para tipos de trabalho que hoje a gente não conseguiria receber, porque a gente não tem espaço, teria que fazer uma tenda, uma coisa temporária", contextualizou Noronha.
O secretário espera que o novo espaço fomente novas parcerias no setor cultural capixaba. "Tendo espaço, a gente abre o horizonte, tanto para a comunidade cultural poder propor e ocupar aquele espaço, valorizar os artistas, quanto para que a gente faça parcerias de projetos de iniciativa do próprio parque, do instituto que hoje coordena lá a sua programação, e também de outros institutos e instituições parceiras que possam apresentar propostas", destacou.
A previsão é que os trâmites necessários para transformar parte da casa em sala de exposição sejam finalizados até junho.