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Variante inglesa

Piúma e Barra de São Francisco são epicentros de variante muito infectável

Segundo estudo, variante do coronavírus com origem no Reino Unido tem colaborado para a terceira onda da epidemia no Espírito Santo

Publicado em 22 de Março de 2021 às 21:05

Glacieri Carraretto

Publicado em 

22 mar 2021 às 21:05
Santa Casa de Colatina ganhou novos leitos  de UTI para tratamento do novo coronavírus
Leitos de UTI estão escassos no combate ao novo coronavírus Crédito: TV Gazeta Noroeste
As cidades de Piúma, no Sul do Estado,  e Barra de São Francisco, no Noroeste, são os municípios com o maior número de casos de contaminados pela variante inglesa do coronavírus. A situação foi revelada por um estudo do Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen-ES), com base nas amostras de doentes da Covid-19, apresentado nesta segunda-feira (22) pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa)
Os dados analisados apontam o registro da variante B1.1.7 descoberta no Reino Unido, em setembro do ano passado, e que possui uma taxa de infecciosidade que pode chegar até 90%. Ela já foi detectada em 33 países do mundo e o risco de levar o contaminado a óbito é 62% maior que das demais variantes.
No Espírito Santo, a B1.1.7 foi  registrada pela primeira vez em dezembro de 2020 e atualmente está presente em 65 municípios, do total de  78. Por ter alto índice de transmissão, o número de infectados por essa variante tem dobrado a cada 15 dias. Das amostras analisadas, Piúma e Barra de São Francisco são considerados pelo estudo como epicentros da variante (local onde se acumula um grande número de casos).
O diretor do Lacen-ES, Rodrigo Rodrigues, explicou que as duas cidades estão nesta posição por algumas especificidades. 
"Barra de São Francisco é uma cidade que faz divisa com Minas Gerais, que possui uma das rodovias de acesso entre os dois Estados e que no verão tende a ter um fluxo intenso de turistas mineiros em busca das praias capixabas. Essa malha viária pode ter colaborado para a disseminação dessa variante na cidade. Já Piúma é uma cidade turística, ao sul do Espírito Santo, onde muitas pessoas estiveram para passar o verão e o final do ano", pontuou. 
Tanto Minas GeraisRio de Janeiro e Bahia, estados vizinhos ao Espírito Santo também detectaram pessoas contaminadas pela variante inglesa, conforme levantou pesquisadores de Minas Gerais. 
Vale lembrar que o estudo do Lacen não possui amostras da Grande Vitória, pois os laboratórios particulares das cidades dessa região foram autorizados a realizarem testes para a Covid-19. 

BARRA DE SÃO FRANCISCO

O secretário de saúde de Barra de São Francisco, Gustavo Viana Lacerda, afirmou que observa que pacientes do município estão apresentando quadros mais graves da Covid-19. “Nós temos observado, de fato, uma mudança no comportamento do paciente que chega ao nosso hospital estadual e também daqueles que são atendidos no Centro de Covid do município. São pacientes mais graves e com a carga viral maior. Eles evoluem para a intubação de forma mais rápida também, alguns já chegam para ser internados com comprometimento de 75 % do pulmão”, afirmou.
Segundo dados da Sesa, o município conta com 17 leitos de enfermaria e 10 de UTI para o tratamento da Covid-19 no Hospital Estadual Alceu Melgaço Filho. Desses, apenas um de UTI estava disponível no último dado disponível no sistema estadual, nesta segunda-feira (22).
 Barra de São Francisco contabiliza 2.762 casos do coronavírus, desde o início da pandemia, sendo que  85 morreram em decorrência da doença, de acordo com o informado no Painel Covid-19. No município, a taxa de letalidade é de 3,1%, acima da média no Estado, que está em 1,8%.
Já na cidade de Piúma foram registrados 1974 pessoas infectadas pelo coronavírus, sendo que 54 delas vieram a falecer. A taxa de mortalidade na cidade é de 2,7%, também acima da média estadual de 1,8%.

TERCEIRA ONDA

Nas análises apresentada pelo Lacen-ES ficou evidente que a variante B1.1.7, com primeiro registro em dezembro de 2020, contribuiu para que o Estado vivesse a terceira onda de crescimento da pandemia. 
"A expansão tão vigorosa nesses últimos meses deve-se a vários fatores, como as interações desregradas, a relativização do uso de máscaras, baixa cobertura vacinal, a negação ao risco da doença e, claro, as novas variantes", pontuou Rodrigo Rodrigues, diretor do Lacen-ES.
A faixa etária que ela tem atingido também é diferente. Se antes os casos de internação era de pessoas acima de 50 anos e as que integravam o grupo de risco, agora é nítido o aumento de internações de pessoas com idades entre 0 a 30 anos.
"Essa variante começou sua transmissão nas faixa etárias mais baixas. É uma cepa que se transmite mais fácil, deixando mais suscetíveis é exatamente essa faixa de 19 aos 30 anos, pois interagem mais, não respeitam o isolamento social e não utilizam máscara como deviriam", pontuou Rodrigues. E são essas pessoas que levam o vírus para dentro da casa de idosos.
O diretor do Lacen afirmou que o estudo da variante inglesa aqui no Espírito Santo deve continuar. "A investigação está começando e também vamos analisar a parte clínica de cada portador dessa variante aqui no Estado", afirmou.

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