Quase quatro meses depois, a Polícia Civil informou que, durante as investigações, não foi possível localizar nenhum tutor desses cachorros supostamente envenenados. "Um ofício foi enviado à Secretaria de Meio Ambiente de Vitória (Semmam) solicitando informações e provas técnicas de vestígios de veneno ou outras substâncias. Foi informado que após varredura nos locais indicados, nenhuma substância foi encontrada", destacou.
A corporação também alegou que o relatório da Semmam foi anexado aos autos, juntamente com o relatório da autoridade policial. O inquérito, no entanto, foi remetido ao Ministério Público Estadual, com a sugestão de que houvesse o arquivamento até o surgimento de novas provas.
Acionada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) reforçou que respondeu prontamente o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) com as informações solicitadas sobre o caso. Cientes do caso, técnicos visitaram os locais apontados por moradores, observaram e analisaram as áreas ajardinadas, mas não encontraram substâncias que pudessem prejudicar a saúde dos animais.
"As áreas verdes da capital contam com tratamento fitossanitário, por meio de produtos inspecionados e liberados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não possuindo potencial de causar mal súbito em animais domésticos. Os produtos utilizados são monitorados por técnicos e engenheiros da secretaria", pontuou a pasta, em nota.
A Semmam também ressaltou que não houve registros de chamados abertos por moradores nos canais oficiais da Prefeitura de Vitória sobre os casos relatados e, por esse motivo, reforçou a importância de se registrar as ocorrências por meio do Fala Vitória 156.