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8 mil vidas perdidas

Terceira onda: saiba onde as mortes por Covid-19 mais impactam no ES

Nesta terceira fase da pandemia a doença atinge com mais agressividade algumas regiões do Estado, principalmente as que foram consideradas epicentros da variante inglesa do coronavírus, considerada mais letal e mais contagiosa

Publicado em 08 de Abril de 2021 às 21:00

Vilmara Fernandes

Publicado em 

08 abr 2021 às 21:00
Barra de São Francisco, Noroeste do ES
Barra de São Francisco, Noroeste do ES, um dos epicentros da nova variante do coronavírus Crédito: Hugo Binda
As mortes pela Covid-19 no Espírito Santo, que nesta quinta-feira (08) alcançaram o trágico saldo de mais de 8 mil óbitos, estão impactando com mais agressividade o interior do Estado. Nesta terceira fase de expansão da doença, a região atinge os mais altos registros neste indicador desde o início da pandemia. Só no mês de março, 57% dos óbitos registrados em território capixaba ocorreram no interior. Cenário que se repete em abril.
De acordo com os dados do Painel Covid-19 do ES, ferramenta da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) com dados da doença, em março, o mês mais letal de toda a pandemia, ocorreram 1.117 mortes pela doença em solo capixaba. Destes, 639 (57,2%) foram em cidades do interior. A Grande Vitória registrou 478 (42,7%) perdas de vidas.
A situação se repete no mês de abril. Nos oito primeiros dias do mês, dos 441 óbitos registrados em todo o Espírito Santo, um total de 223 (51%) ocorreram no interior. Na Grande Vitória 218 (49%) pessoas morreram com a doença.

ONDE A MORTALIDADE É MAIOR

Também são do interior as 12 cidades que lideram o ranking das maiores mortalidades pela Covid-19 no Estado. Todas com taxas bem superiores a do Espírito Santo, que é de 19,72 mortes a cada dez mil habitantes. São elas:
  1. Águia Branca - 47,76
  2. São José do Calçado - 34,14
  3. Marataízes - 31,89
  4. Barra de São Francisco - 30,24
  5. Presidente Kennedy - 30,02
  6. Água Doce do Norte - 28,42
  7. Piúma - 26,75
  8. Apiacá - 26,48
  9. Jerônimo Monteiro - 26,09
  10. Alto Rio Novo - 25,40
  11. Ibatiba - 25,35
  12. Itapemirim - 23,95

MOTIVO DO CRESCIMENTO DA DOENÇA NO INTERIOR

Na primeira fase da pandemia, os municípios da Grande Vitória, onde estão os maiores aglomerados urbanos, foram os mais afetados pela Covid-19, como explica Pablo Lira, diretor de Integração e Projetos Especiais do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN). A partir de outubro do ano passado, quando o número de casos voltou a apresentar crescimento, iniciando a segunda fase, as cidades mais afetadas foram as do interior. Desde então a região tem apresentado elevado número de óbitos, que se repetem nesta terceira fase.
A situação se agravou quando, em cidades do interior, também  foram constatadas a presença de novas variantes do vírus, com destaque para a inglesa, que é mais letal e contagiosa, segundo estudo realizado pelo Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen-ES).
Dentre elas estão os municípios de Piúma e Barra de São Francisco, considerados pelo estudo do Lacen como os epicentros (local onde se acumula um grande número de casos) da variante no Espírito Santo, fato que levou as cidades a adotarem medidas ainda mais restritivas do que a quarentena determinada pelo governo estadual.
E são estas medidas mais severas adotadas pelas cidades, aliadas as ações estaduais, incluindo a quarentena, que podem ajudar a reverter o quadro de agravamento da situação, como pondera Lira. “A desaceleração dos indicadores de novos casos e de óbitos no Estado vai depender das diferenças regionais, e vai demorar um tempo até surtir efeito na média estadual”.

Diferenças entre mortalidade e letalidade

A taxa de mortalidade é um termo utilizado para analisar o impacto de uma doença em toda a população de uma região. No caso da Covid-19, ela informa quantas pessoas estão morrendo por esta doença em uma determinada população, seja do estado, municípios ou até bairros. O seu cálculo utiliza o óbito, que é considerado um dado mais seguro, por ser menos sujeito a sub-registros, e ainda a população, calculada pelo IBGE. Por isto é considerada um indicador mais preciso para observar a tendência da epidemia e para comparar diferentes áreas. Pode ser calculada com base em mil, ou 10 mil, ou 100 mil, ou até um milhão de habitantes. O Painel covid-19 ES, da Sesa, utiliza a base de 10 mil habitantes. Nesta quinta-feira (08), por exemplo, a taxa de mortalidade do Estado é de 19,72 mortes a cada dez mil habitantes. Já a taxa de letalidade avalia o número de mortes em relação às pessoas que apresentam a doença. No caso da Covid-19, é calculada a partir dos óbitos e o número de casos confirmados, ambos em relação à doença. Em geral, ela é expressa em percentagem. No caso do Espírito Santo, nesta quinta-feira (08), por exemplo, a letalidade é de 2%. Foram 8.016 óbitos para um total de 398.573 casos confirmados da doença. “Com isto ela pode não representar a realidade de um município”, explica Pablo Lira, diretor de Integração e Projetos Especiais do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).

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