Começa nesta segunda-feira, dia 27 de fevereiro, a aplicação da vacina bivalente contra a Covid-19 no Espírito Santo. Conforme estimativa da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), cerca de 320 mil pessoas estão aptas a receber o imunizante nesta primeira fase de imunização – que inclui pessoas com 70 anos ou mais.
O imunizante se diferencia por atuar contra a versão inicial do coronavírus e também por atingir cepas da Ômicron. De acordo com o cronograma do Ministério da Saúde, a vacinação com o novo imunizante da Pfizer será dividida em quatro fases, com públicos-alvo diferentes. A fim de colaborar com a imunização e o controle da pandemia, A Gazeta esclarece as principais dúvidas sobre a vacina. Confira:
Quem está incluído na primeira fase da vacinação bivalente?
O primeiro grupo a ser imunizado com a vacina bivalente é composto por:
- pessoas com 70 anos ou mais;
- imunossuprimidos;
- povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas;
- pessoas que vivem ou trabalham em instituições de longa permanência.
É possível tomar a vacina bivalente sem o esquema vacinal completo da Covid-19?
Para se vacinar com a bivalente é necessário ter tomado, pelo menos, duas doses contra a Covid-19 (independentemente do imunizante, seja Coronavac, Pfizer, Astrazeneca ou Janssen), sendo que a última precisa ter sido tomada há quatro meses ou mais.
Quais são os próximos grupos prioritários a receber a vacina bivalente?
Conforme cronograma divulgado pelo Ministério da Saúde, os próximos grupos a receberem a vacina bivalente são:
- pessoas com idade entre 60 e 69 anos (segunda fase);
- gestantes e mulheres que tenham dado à luz nos últimos 45 dias (terceira fase);
- profissionais da saúde (quarta fase).
No entanto, ainda não há uma data definida para o início da vacinação desses grupos.
Como fica o esquema vacinal de quem tomar a vacina bivalente?
A vacina bivalente servirá como quinta dose para quem estiver com o esquema vacinal em dia, mas ela também pode substituir uma dose de reforço para quem estiver com ele atrasado. Lembrando que é preciso ter tomado duas doses contra a Covid-19, independentemente do imunizante.
Qual a diferença da vacina bivalente para as demais usadas no Brasil?
Com perfil de segurança e eficácia semelhantes às demais vacinas já usadas no país, a bivalente representa um incremento na proteção contra a Covid-19 pois, além das cepas originais do coronavírus, ela possui uma proteção específica contra a variante Ômicron – que é a predominante atualmente.
Como a vacina bivalente é feita e como ela atua no organismo?
A vacina bivalente é produzida por meio da tecnologia chamada de “RNA mensageiro” – a mesma utilizada na maioria dos imunizantes. É por meio desse material que o organismo aprende a produzir anticorpos que protegem contra óbitos e casos graves da doença.
A vacina bivalente é segura?
Sim. Em novembro do ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial da vacina bivalente da Pfizer para a população acima de 12 anos de idade. Esse imunizante já é utilizado em países como Estados Unidos da América e Chile.
Há recomendação da quinta dose de reforço para a população em geral?
Por enquanto, não. Entretanto, vale ressaltar a importância das pessoas estarem com o esquema vacinal completo. Atualmente, para adultos sem fatores de risco para a Covid-19, a imunização deve ser feita com quatro doses (ou três doses no caso da primeira ter sido a Jassen). Quem é imunossuprimido já pode tomar a quinta dose.
Atualização
01/03/2023 - 11:19
Diferentemente do que havia sido divulgado anteriormente, para receber a vacina bivalente é necessário ter tomado apenas duas doses contra a Covid-19, de qualquer imunizante. A Sesa corrigiu a própria informação em contato nesta quarta-feira (1). O texto foi atualizado.