As vacinas bivalentes contra a Covid-19, cujo uso emergencial como dose de reforço para pessoas a partir de 12 anos foi aprovado pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na terça-feira (23), ainda não tem prazo para chegar ao Espírito Santo.
O atual contrato do Ministério da Saúde com a Pfizer/Comirnaty já contempla a entrega de vacinas com cepas atualizadas, entretanto, a pasta ainda não recebeu o cronograma para envio dos lotes com os novos imunizantes autorizados, que são considerados extremamente importantes no enfrentamento à nova onda do coronavírus, por oferecerem proteção contra mais de uma cepa do vírus. São eles:
- Bivalente BA1 – protege contra a variante original e também contra a variante Ômicron BA1;
- Bivalente BA4/BA5 – protege contra a variante original e também contra a variante Ômicron BA4/BA5.
Ainda não há confirmação se será necessário tomar as duas doses. Segundo o ministério, “a estratégia de imunização com as vacinas bivalentes, assim como os grupos que serão priorizados, estão em processo de definição pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). As orientações para a aplicação da vacina e o cronograma de distribuição serão formalizados em nota técnica aos Estados nos próximos dias.”
A pasta ressaltou ainda que “as atuais vacinas continuam efetivas contra as formas graves da doença e óbitos. O esquema vacinal completo, incluindo as doses de reforço, são fundamentais para que se possa dar continuidade nas ações de vacinação em 2023.”
O ponto foi reforçado pela diretora da Anvisa, relatora do processo de aprovação emergencial das vacinas bivalentes, Meiruze Freitas, que destacou que o objetivo do reforço é expandir a resposta imune específica à variante Ômicron e melhorar a proteção da população, mas frisou que as pessoas não devem atrasar a procura pelas doses por causa dela.
“As pessoas, principalmente os grupos de maior risco, não devem atrasar sua vacinação de dose de reforço já planejada para esperar o acesso à vacina bivalente, pois todas as vacinas de reforço aprovadas ajudam a melhorar a proteção contra casos graves e morte por Covid-19”, afirmou a diretora da Anvisa.
Em nota, a Pfizer informou que, com as aprovações, estima-se que a chegada dos imunizantes BA.1 e BA.4/BA.5 ao Brasil ocorra já nas próximas semanas, mas ressaltou que "a vacina monovalente original segue disponível para uso imediato nos postos de saúde e continuam sendo importante instrumento no combate à Covid-19, seja como esquema primário, assim como dose de reforço.”
O que se sabe sobre as vacinas ambivalentes contra a Covid-19 aprovadas pela Anvisa
- Indicadas para a população a partir de 12 anos de idade;
- Indicadas como reforço. Devem ser aplicadas a partir de três meses após a série primária de vacina ou reforço anterior;
- A vacina Comirnaty Bivalente BA1 (protege contra a variante original e também contra a variante Ômicron BA1) está aprovada em 35 países;
- A vacina Comirnaty Bivalente BA4/BA5 (protege contra a variante original e também contra a variante Ômicron BA4/BA5) está aprovada em 33 países, tais como Canadá, Japão, Reino Unido, EUA, Austrália e Singapura, entre outros, além da União Europeia.
Vacinas monovalentes (já disponíveis)
- Essas vacinas ainda mantêm a efetividade contra a doença na forma grave e óbitos, desde que as doses sejam aplicadas conforme a recomendação do Ministério da Saúde.
- Os estudos indicam que as doses de reforço das vacinas monovalentes restauraram uma proteção contra desfechos graves associados à Ômicron.