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Pandemia

Variante Ômicron BQ.1: tire suas dúvidas sobre 5ª dose e uso de máscara

Em circulação no Espírito Santo, a subvariante BQ.1 elevou o número de casos de Covid-19 na Europa. Em São Paulo, já houve a primeira morte de uma pessoa infectada pela nova mutação

Publicado em 09 de Novembro de 2022 às 20:20

Rafael Silva

Publicado em 

09 nov 2022 às 20:20
O subtipo BA.2 da Ômicron é mais contagiosa que a variante “original“
Confirmação da subvariante no Estado coincide com aumento de casos de Covid Crédito: Freepik
Variante Ômicron BQ.1: tire suas dúvidas sobre 5ª dose e uso de máscara
Com um caso já registrado no Espírito Santo, a nova variante da Ômicron, chamada BQ.1, tem se mostrado com maior capacidade de transmissão do que outras mutações do coronavírus. A confirmação dela em terras capixabas coincide com um leve aumento de casos de Covid-19 no Estado.
De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, esse aumento ainda não tem gerado mais internações nos hospitais. Isso porque a vacinação, ainda que não tenha uma cobertura para imunizar completamente contra a nova variante, é eficaz para evitar quadros graves da doença.
Novos casos da BQ.1 têm surgido em vários Estados do país e uma morte já foi confirmada em São Paulo. Segundo especialistas, a principal medida para evitar a doença é manter o quadro vacinal atualizado e, para idosos e pessoas imunocomprometidas, utilizar máscaras em ambientes fechados.

Como evitar a nova subvariante?

O infectologista Lauro Ferreira Pinto analisa que a maioria dos casos de internações é de pessoas que estavam com o esquema vacinal atrasado, ou seja, não tomaram as quatro doses anti-Covid disponibilizadas no Brasil.
“A maioria dos casos, desse aumento de testes positivos, é de pessoas que não tomaram a dose de reforço. Quem está tomando as doses de reforço está protegido dos casos mais graves”, explica.

Quais são as diferenças dessa subvariante para as outras mutações?

A BQ.1 é uma linhagem que consegue fugir dos anticorpos, presentes nas vacinas, já que a proteína do vírus tem um formato diferente, impedindo que os imunizantes possam se encaixar a eles e evitar a contaminação.
“Imagine cópias de chave. Se o chaveiro não faz uma chave exatamente igual, às vezes, a cópia até consegue abrir a fechadura, mas ela abre com um pouco mais de dificuldade. É isso que caracteriza as mutações, são pequenas mudanças nesse mecanismo de encaixe”, compara o infectologista Francisco Ivanildo Oliveira Junior.

Os sintomas são diferentes?

Os sintomas da subvariante são os mesmos das outras mutações do coronavírus: febre, coriza, sintomas gastrointestinais, dor no corpo, dor de cabeça, dor de garganta e rouquidão.
“Tem se observado que as pessoas infectadas pela BQ.1 tem começado a apresentar os sintomas de maneira diferente. Começa com a perda de voz, depois, um ou dois dias de febre, mas não tem apresentado perda de olfato e paladar”, conta a doutora em epidemiologia Ethel Maciel.

As vacinas disponibilizadas são eficazes?

Sim. Embora não imunizem totalmente a infecção, as vacinas são eficazes para evitar casos graves da doença. Aqueles que não se vacinaram com a quarta dose, devem procurar unidades de saúde de seu município para atualizar a proteção contra a Covid.
“A vacinação continua protegendo dos casos mais graves. Da mesma forma que outras subvariantes da Ômicron, a gente não teve um impacto grande de efetividade em infecções leves. Esse é um problema, mas, felizmente, contra casos graves continua valendo”, afirma Ethel Maciel.

É preciso tomar a quinta dose?

Por enquanto, a quinta dose está disponível apenas para pessoas imunocomprometidas no Espírito Santo.

É preciso utilizar máscaras?

O uso de máscaras, neste momento, é recomendado para idosos e imunocomprometidos quando utilizarem espaços fechados, como ônibus, escritórios, consultórios, shoppings, entre outros.

A subvariante pode causar impactos na economia?

É possível. De acordo com a epidemiologista Ethel Maciel, a nova subvariante tem maior poder de transmissão e é possível que muitas pessoas fiquem doentes.
“A gente deve ter muita transmissão, muitas pessoas doentes, o que aumenta o número de atestados médicos no trabalho e pode gerar algum impacto na economia”, completa.

Como proteger as crianças cuja vacinação ainda não está disponível?

Evite levá-las para ambientes fechados ou com aglomeração, como supermercados, shoppings e restaurantes, e, caso seja possível, fuja também do transporte público.
Visitas de familiares e amigos com sintomas respiratórios devem ser adiadas e vale reforçar para todos a importância da higienização das mãos antes do contato com a criança. Caso ela vá para a creche, conheça o funcionamento da unidade, verifique se há pontos adequados para higienização das mãos e se os profissionais estão orientados.
Com informações da Agência Folhapress

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