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Vírus Monkeypox

Varíola dos macacos: ES terá grupo para monitorar a doença

Na quarta-feira (15), a Sesa confirmou que investiga o primeiro caso suspeito de varíola dos macacos no Espírito Santo; saiba mais

Publicado em 20 de Junho de 2022 às 11:04

Caroline Freitas

Publicado em 

20 jun 2022 às 11:04
Após o primeiro caso suspeito de varíola dos macacos no Espírito Santo, o governo do Estado definiu uma equipe que será responsável por monitorar a situação da doença. Esse time estabelecerá protocolos e fará a capacitação dos profissionais que lidarão com o vírus.
A criação do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública do Estado/COE MONKEYPOX-ES foi publicada no Diário Oficial do Espírito Santo desta segunda-feira (20). O grupo será coordenado por Orlei Amaral Cardoso, e ficará sob a responsabilidade da Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SSVS).
De acordo com a Portaria Nº 225-S, a criação do Centro de Operações acompanha medidas estabelecidas por outros autoridades em saúde, como a Organização Pan-America-na da Saúde - OPAS/ Organização Mundial da Saúde, que emitiu alerta epidemiológico acerca da doença.
Varíola dos macacos é causada Varíola dos macacos: ES terá grupo para monitorar casos
Varíola dos macacos é causada Varíola dos macacos: ES terá grupo para monitorar casos Crédito: Samuel F. Johanns/Pixabay
O Ministério da Saúde (MS) também definiu um grupo para monitoramento e investigação dos casos de Monkeypox no mundo, e tem orientado os Estados acerca das medidas a serem tomadas em relação à doença, que já infectou pelo menos oito brasileiros.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também publicou nota técnica com orientações para prevenção e controle da Monkeypox nos serviços de saúde.
Na quarta-feira (15), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa)confirmou que investiga o primeiro caso suspeito de varíola dos macacos no Espírito Santo. O paciente, que tem 44 anos e foi internado em uma área de isolamento de um hospital da Grande Vitória, é comandante de um navio de carga que saiu da Singapura e está ancorado na costa capixaba.
"Ao ser avaliado pela equipe médica responsável pela embarcação, o paciente relatou febre de início súbito na última quinta-feira (9) e erupções cutâneas que progrediram pelo corpo nas 48 horas seguintes. Ele disse ainda que não teve contato com pessoas com a doença ou suspeita dela", afirmou a Sesa.
O material coletado dele foi enviado ao laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para confirmação ou descarte da doença.
Questionada sobre o resultado do teste e sobre o estado de saúde do tripulante, a Sesa ainda não se manifestou. A pasta também foi questionada a respeito dos protocolos para prevenção e contenção da doença em território capixaba. O texto será atualizado quando houver resposta.

DOENÇA NÃO É NOVA: SINTOMAS E TRANSMISSÃO

Apesar de ter tomado os noticiários recentemente, a varíola dos macacos foi descoberta na década de 1950, após dois surtos em colônias desses animais, que eram mantidos para pesquisas. Já o primeiro caso humano foi registrado na década de 1970, no Congo, país africano.
De acordo com informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os sintomas costumam durar entre duas e três semanas, consistindo em: febre, dor de cabeça, dores musculares e erupções cutâneas, geralmente no rosto, na palma das mãos e na sola dos pés.
De maneira geral, são duas as variantes principais da doença. A mais grave delas, conhecida como "cepa do Congo", pode chegar a 10% de mortalidade. Já a outra, denominada popularmente de "cepa da África Ocidental", tem uma taxa de letalidade bem menor, próxima de 1%.
O vírus causador pode ser transmitido por meio do contato com lesões na pele e gotículas de uma pessoa contaminada, além de objetos compartilhados. Por isso, a Anvisa sugeriu que os brasileiros usem máscaras, reforcem a higienização e façam o distanciamento social para evitar a transmissão.
Varíola dos macacos - ES terá grupo para monitorar a doença

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