O governo do Estado deve iniciar a vacinação contra a Covid-19 das pessoas com comorbidades a partir da semana que vem. O grupo, que inclui gestantes, puérperas (mulheres no pós-parto) e demais pessoas com comorbidades, compreende 440.966 capixabas.
Mas quem faz parte deste grupo precisa ter paciência. Conforme determinou o Plano Nacional de Imunização (PNI), a aplicação das doses será realizada em duas fases. Confira os detalhes:
FASE 1: OS PRIMEIROS VACINADOS
Vacinar proporcionalmente, de acordo com o quantitativo de doses disponibilizado:
Quais serão os primeiros vacinados no grupo de comorbidades no ES
- Pessoas com Síndrome de Down ou qualquer deficiência intelectual que impeça suas atividades gerais do cotidiano na faixa de 18 a 59 anos;
- Pessoas com fribose cística, 18 a 59 anos;
- Gestantes e puérperas, 18 a 59 anos;
- Pessoas com obesidade mórbida com índice de massa corporal acima de 40, de 18 a 59 anos;
- Pessoas com deficiência permanente cadastradas no Benefício de Prestação Continuada (BPC), de 50 a 59 anos;
- Pessoas em tratamento de terapia renal substitutiva, de 18 a 59 anos.
SEGUNDA FASE
Nésio Fernandes explicou que na segunda fase serão alcançadas as pessoas com demais comorbidades previstas no Plano Nacional de Imunização por segmentos de nove anos. O documento contempla 21 comorbidades.
"Cardiopatias, diabetes e imunossupressões serão alcançadas nas faixas de 50 a 59, de 40 a 49 e assim sucessivamente. Sendo confirmado o envio das doses que temos expectativa de receber em maio, será possível alcançar praticamente todo o grupo de comorbidades que reúne um pouco menos de 500 mil pessoas no Estado", avaliou o secretário.
LISTA DE COMORBIDADES
- diabetes mellitus;
- pneumopatias crônicas graves;
- hipertensão arterial resistente;
- hipertensão arterial estágio 3;
- hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade;
- insuficiência cardíaca;
- hipertensão pulmonar;
- cardiopatia hipertensiva;
- síndromes coronarianas;
- valvopatias;
- miocardiopatias e pericardiopatias;
- doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas;
- arritmias cardíacas; cardiopatias congênitas no adulto;
- próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados;
- doença cerebrovascular;
- doença renal crônica;
- imunossuprimidos;
- anemia falciforme;
- obesidade mórbida;
- síndrome de down;
- cirrose hepática.
COMPROVANTES EXIGIDOS
Iniciada nesta segunda-feira (3) pelo governo do Estado, a estratégia de vacinação local será definida por cada município. Como comprovação para a vacinação, deverá ser apresentado um dos documentos abaixo, além do documento de identificação com foto:
- Laudo médico;
- Prescrição médica;
- Declaração do enfermeiro do serviço de saúde onde o usuário faz tratamento.
Adicionalmente, poderão ser utilizados os cadastros já existentes dentro das unidades de saúde.
A data do documento comprobatório deverá ser de 2018 em diante, ou seja, dos últimos três anos, para condições permanentes e 90 dias para condições adquiridas e transitórias (gestantes e puérperas), e os serviços de vacinação deverão reter a cópia.