Pequena na extensão territorial, Vitória pode ser considerada grande quando se trata de diversidade de cores e crenças. Com população estimada em 369.534 habitantes em levantamento mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no recorte por religião do último censo, em 2010, revela que a Capital reúne católicos, evangélicos, espíritas, adeptos das religiões de matriz africana - umbanda e candomblé - e seguidores do judaísmo.
Ainda trazendo um raio-X da cidade, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) 2019 indica que, no critério de declaração de cor ou raça, em relação ao total da população, 51,2% eram brancos em Vitória, 11,6% pretos e 35,8% pardos. A maior parte da população tem acima de 30 anos e salário médio mensal dos trabalhadores formais era de 3,9 salários mínimos.
Tal diversidade de cores e crenças também encontra-se materializada ao longo de cada canto da Capital, com a presença de monumentos históricos que homenageiam imigrantes de origem europeia, afrodescendentes e a população indígena ou aspectos religiosos, tais como o Monumento ao Índio Arariboia, à Iemanjá e a Cruz Reverente.
RELIGIOSIDADE
"As marcas da religiosidade de Vitória atravessam o tempo, para além das instituições. Vão desde monumentos históricos, como a Igreja do Rosário, às mais diversas expressões de fé como as romarias católicas e a Festa de Iemanjá
"
DIÁLOGO
"Vitória tem se mostrado uma cidade aberta ao diálogo inter-religioso. Não é razoável qualquer tipo de depreciação da crença. É preciso entender que as instituições religiosas promovem ações fundamentais desenvolvidas no contexto social onde o Estado não chega
"
TRANSFORMAÇÃO
"Neste momento de transformação da humanidade, a religiosidade tem sido um caminho para despertamento do indivíduo para a Vitória. Entender-se como Ser Multidimensional, como nos ensinam os Espíritos da Codificação, é primordial para o autoencontro"
RESISTÊNCIA
"Acredito que uma das marcas da religiosidade de Vitória seja a resistência em manter nossa cultura e fé vivas, pois estamos em uma momento de grande intolerância religiosa e fake news. Temos muito orgulho da nossa religião, que cresce a cada amanhecer"
COEXISTÊNCIA
"Para a pequena comunidade judaica que aqui vive, é uma vitória pensarmos em tudo o que já conquistamos. Queremos contribuir para uma Vitória onde possam coexistir vários outros símbolos religiosos e que possamos todos conviver com muita união e muito shalom"
CONFIRA ALGUNS MONUMENTOS
- Índio Arariboia: Estátua de bronze, de autoria de Carlo Crepaz. Traz figura de um índio guerreiro em tamanho natural assentada sobre uma pedra, apontando seu arco e flecha para a baía de Vitória. Nas dependências do Clube de Regatas Saldanha da Gama
- Iemanjá: Estátua de concreto armado, o monumento foi concebido por Iannis Zavoudakis. Representa a Rainha do Mar e homenageia as tradições afro-brasileiras. No píer da Praia de Camburi
- Monumento à Comunidade Negra: Representando uma casaca, o monumento, de autoria de Irineu Ribeiro, é um reconhecimento a contribuição dos afrodescendentes. Na Avenida Américo Buaiz, em frente à Assembleia Legislativa
- Monumento ao Imigrante: Obra arquitetônica de autoria de Sheila Basílio. Erguida na Praça José Neffa. Representa a importância da cultura italiana. Na Avenida Américo Buaiz, na Enseada do Suá
- Cruz Reverente: Monumento comemorativo à visita do pontífice João Paulo II ao Estado, em 1991. Na Enseada do Suá, Praça do Papa