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Bairro Santo Antônio

Vitória planeja restauro e quer memorial e café no Cais do Hidroavião

Prefeitura disse que não planeja retomar a atividade de aeronaves no local; Cais do Hidroavião de Santo Antônio foi construído em 1939, no governo Getúlio Vargas

Publicado em 01 de Novembro de 2024 às 11:48

Alberto Borém

Publicado em 

01 nov 2024 às 11:48
Prédio do Cais do Hidroavião, o primeiro aeroporto do Estado, encontra-se abandonado
Prédio do Cais do Hidroavião, o primeiro aeroporto do Estado, encontrava-se abandonado, como mostram registros feitos em 2020 Crédito: Fernando Madeira
Um café e um memorial podem começar a ser construídos nos próximos meses no Cais do Hidroavião, no bairro Santo Antônio, em Vitória, sob responsabilidade da Prefeitura de Vitória, que tem o direito de uso do espaço desde 2019. A administração municipal informou que não planeja retomar a atividade de aeronaves no local. A estrutura foi construída em 1939, no governo Getúlio Vargas, e foi o primeiro aeroporto do Espírito Santo.
Em julho deste ano, a Prefeitura de Vitória contratou a empresa Techvias Engenharia LTDA para "elaboração de projetos para restauro do Cais de Hidroaviões", que fica na Avenida Dário Lourenço de Souza, próximo ao Sambão do Povo. Na quarta-feira (30), a prefeitura estendeu o contrato com a empresa, dando mais tempo para a fase de elaboração. Segundo o secretário Municipal de Desenvolvimento e Habitação, Luciano Forrechi, o projeto deve ser apresentado até o fim de janeiro de 2025.
"Contratamos um projeto porque a prefeitura tem muito interesse e tem o objetivo de restaurar aquele espaço que é tão importante para a história da cidade e do Estado. Está na fase de elaboração do projeto. O prazo para entrega é o final de janeiro de 2025. Teremos um projeto para abrir a licitação e garantir que iniciaremos a obra de restauro até o primeiro semestre de 2025"
Luciano Forrechi - Secretário de Desenvolvimento e Habitação de Vitória
Conforme explicado pelo secretário, após a elaboração do projeto, a prefeitura precisará contratar outra empresa para a reforma do local. As obras devem começar, segundo Luciano Forrechi, ainda no primeiro semestre de 2025.
"Estabelecemos um plano de necessidade, considerando as demandas da comunidade e as nossas intenções. O espaço pode receber um memorial que represente a história do local. A própria comunidade concordou que é preciso agregar ao espaço algum tipo de equipamento que remeta à gastronomia, por exemplo, um café", afirmou.
Luciano Forrechi explicou que a prefeitura tem a intenção de mudar os termos da concessão para permitir a abertura de estabelecimentos comerciais. Na prática, a concessão "não onerosa" viraria uma concessão "onerosa", um espaço em que a prefeitura teria direito de cobrança por serviços, como o café. O secretário ressaltou que o atual acordo já prevê o restauro do local, sendo necessária apenas a discussão sobre a destinação do espaço.
"O restauro é prioridade agora. A partir do momento da contratação da obra, vamos discutir com a SPU [Secretaria de Patrimônio da União] e a comunidade o que é mais adequado para o local. Está evidente que, quanto mais os espaços urbanos são ocupados, mais seguros eles são. Quem ganha é o cidadão", comentou o secretário.

Em 2020, A Gazeta mostrou espaço abandonado

Em agosto de 2020, A Gazeta visitou o local, encontrando destruição, paredes queimadas, fogões improvisados por moradores em situação de rua e vidros quebrados. Havia também ferragem exposta, considerando a falta de manutenção, uma vez que não há qualquer atividade no local atualmente.
Apesar de a empresa ter sido contratada pela prefeitura, o espaço pertence à União. Ou seja, a prefeitura é beneficiada com a concessão do espaço, um uso por tempo determinado - 20 anos. O Cais do Hidroavião tem área construída de 430,01 m².
As obras do Cais do Hidroavião foram concluídas por volta de 1939. Foi o primeiro aeroporto do Estado, mas operou por pouco tempo. Apesar do charme das aeronaves que pousavam na água, a manutenção era cara e, com o tempo, os passageiros migraram para o Aeroporto de Goiabeiras, cuja primeira etapa foi finalizada em 1946.

O que diz a SPU

A Secretaria de Patrimônio da União (SPU-ES) foi procurada pela reportagem de A Gazeta na sexta-feira (2) para responder sobre as intenções da Prefeitura de Vitória e como funciona o atual contrato de uso do local.
Na segunda-feira (4), em nota enviada por e-mail, a Secretaria do Patrimônio da União lembrou que a Prefeitura de Vitória ainda pode utilizar o local por mais de 10 anos, conforme previsto em contrato, que permite à administração municipal a realização de reformas e criação de um memorial no local.
A SPU ressaltou que não há previsão para exploração econômica do imóvel. "Caso a Prefeitura deseje implementar qualquer tipo de atividade econômica, será necessário solicitar um novo contrato que contemple essa exploração. Nesse caso, a SPU estabelecerá um contrato baseado no valor do uso do imóvel, sem vínculo direto com empreendedores, que deverão negociar diretamente com a Prefeitura", informou em nota.

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