"É uma dor que nunca passa." Esse é o relato de Luciane Renock Zava, 43 anos, mãe de Katiane Renock Zava, desaparecida desde a manhã de 24 de julho de 2017, após ser deixada pelo pai na rodoviária de
Vila Pavão, no
Noroeste do Espírito Santo. De lá, ela seguiria para a casa de uma jovem, onde compraria uma chapinha de cabelo. No entanto, Katiane não chegou ao destino e nunca mais foi vista. O caso, ocorrido há sete anos, segue cercado de mistério.
Katiane tinha 17 anos, e era filha única na época do desaparecimento. Após o ocorrido, os pais tiveram outra filha, que hoje tem dois anos e oito meses. "É uma dor que fica, sem a gente saber o que aconteceu. Depois que ela desapareceu, eu tive uma menininha. As pessoas me questionavam: 'essa daí não vai ocupar o lugar da outra?' E eu respondia: não vai mesmo, a outra é a outra e essa é essa. A Katiane é minha primogênita", disse Luciane, mãe da jovem desaparecida.
No dia do desaparecimento, segundo a mãe, a filha estava com o telefone do pai e deixou o celular dela em casa. O aparelho foi recolhido pela polícia, mas a família afirma nunca ter tido acesso ao conteúdo que havia nele. "A polícia pegou o telefone dela para perícia e, até hoje, não deram retorno de nada para nós. Já fomos atrás. Jogam a gente de um lugar para outro, e nada", disse a mãe da jovem desaparecida.
Luciane contou que a filha morava com a família na zona rural de Vila Pavão. No dia do desaparecimento, ela pegou carona com o pai, que seguia para Nova Venécia, onde tinha compromissos de trabalho. Ele deixou Katiane na rodoviária e voltaria para buscá-la à tarde, mas, ao retornar, ela não estava no local combinado.
Acreditando que a filha pudesse ter pegado alguma carona, ele seguiu sozinho para casa. "Quando ele chegou em casa sem ela, eu logo perguntei onde estava minha filha. Foi nessa hora que a gente começou a sair à procura dela, mas ninguém sabia de nada", disse a mãe da jovem.
A Polícia Civil informou que segue investigando o caso. Leia o posicionamento da corporação: