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Mudanças nos valores

Minha Casa, Minha Vida: 5 mil imóveis à venda no ES se enquadram nas novas regras

Programa passa a atender famílias com renda mensal de até R$ 13 mil, com possibilidade de financiar imóveis de até R$ 600 mil

Publicado em 23 de Abril de 2026 às 17:47

Leticia Orlandi

Publicado em 

23 abr 2026 às 17:47
Prédios
Prédios em Vila Velha: novas condições para o programa Minha Casa, Minha Vida.  Carlos Alberto Silva

Com a atualização das faixas de renda e do valor limite das unidades do Minha Casa, Minha Vida, cerca de cinco mil imóveis à venda no Espírito Santo agora se enquadram nas novas regras. A maior parte das unidades fica na região metropolitana da Grande Vitória, principalmente em Vila Velha e Serra.


As novas condições passaram a vigorar na quarta-feira (22), ampliando o acesso ao financiamento habitacional, com a atualização dos limites de renda familiar e dos valores máximos dos imóveis financiáveis nas faixas 3 e 4 do programa.


Segundo o Ministério das Cidades, o programa passa a atender famílias com renda mensal de até R$ 13 mil, incluindo de forma mais ampla a classe média. 


Também houve o aumento dos tetos dos imóveis financiáveis, que agora podem chegar a R$ 400 mil na faixa 3 e a R$ 600 mil na classe média, enquanto as faixas 1 e 2 seguem com limites regionais definidos de até R$ 275 mil, de acordo com o porte de cada município. 


As mudanças possibilitam o reenquadramento de famílias em faixas com condições mais vantajosas de financiamento, inclusive com acesso a taxas de juros menores. 


As novas condições foram aprovadas em março pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).


Segundo Joacyr Meriguetti, diretor da Comissão de Habitação de Interesse Social do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Espírito Santo (Sinduscon), com as novas regras, o Estado tem cinco mil unidades distribuídas nas faixas 2, 3 e 4. 


"Com o aumento do teto dos valores dos apartamentos, aumento da renda e, consequentemente, o ajuste na curva de juros, é possível ter novos entrantes para conseguir financiamento", afirma.


O diretor destaca ainda que o setor viu a mudança como algo muito positivo, visto que a medida ajuda a reduzir o estoque das construtoras e também promover novos lançamentos.

O que muda no Minha Casa Minha Vida

Para Ricardo Gava, diretor da Gava Crédito Imobiliário e da Ademi-ES/Secovi-ES, as mudanças recentes ampliam a aplicação do programa Minha Casa, Minha Vida no mercado imobiliário. A atualização das faixas de renda, agora atingindo até R$ 13 mil, e do limite dos imóveis, que passou para até R$ 600 mil, permite que mais famílias se enquadrem e amplia o espaço para novos projetos.


Sobre o impacto da ampliação das faixas em imóveis na Grande Vitória, Gava afirma que é variado. Em Vitória, ele aponta que, atualmente, não há projetos enquadrados em andamento, principalmente pelo alto custo dos terrenos e da construção, o que limita a viabilidade dentro do programa. Ainda assim, a ampliação pode abrir espaço para projetos pontuais.


Já em municípios como Serra, Vila Velha e Cariacica, onde os custos são mais compatíveis, o efeito tende a ser mais imediato, com maior oferta e novos lançamentos, principalmente nas faixas 3 e 4, lembra o especialista.

Com mais pessoas aptas a comprar e uma oferta que não cresce no mesmo ritmo, a tendência é de maior valorização dos imóveis enquadrados, especialmente nas regiões com maior concentração de projetos

Ricardo Gava Diretor da Ademi

Na prática, houve também uma correção dos limites. A faixa 3 passou de R$ 350 mil para R$ 400 mil, enquanto a faixa voltada à classe média foi de R$ 500 mil para R$ 600 mil, ajustando o programa à realidade atual dos custos da construção civil.


“Outro ponto importante é o custo do crédito. Como utiliza recursos do FGTS, o programa tem como grande vantagem oferecer taxas mais acessíveis. Hoje, as taxas partem de cerca de 4% ao ano, variando conforme o enquadramento do cliente, e são mais baixas do que as do financiamento imobiliário tradicional, que, na maioria das vezes, é feito com recursos da poupança, em que o custo tende a ser mais elevado”, aponta.


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